Mercado aquecido anima o setor cafeeiro da Bahia

13/03/2012
Mercado aquecido anima o setor cafeeiro da Bahia
 
 
 
PATRICIA FRANÇA
 
Quarto maior produtor de café do País, com uma safra estimada este ano em 2,5 milhões de sacas, a Bahia quer se beneficiar da alta no preço internacional do grão - a saca Foi cotada, ontem, a R$ 400- para aumentar a sua produção e ganhar mercado externo. Para tanto, aposta num maior número de pequenos agricultores familiares produzindo café de qualidade e na melhoria da logística. Hoje, apenas'44% das 31.623 toneladas de café produzidas no Estado são exportadas pelo Porto se Salvador.
 
Os dois assuntos foram abordados, ontem, no 13°Agrocafé - Simpósio Nacional do Agronegõcio Café, que reúne, até hoje, no Hotel Pestana, produtores, exportadores, representantes da Secretaria estadual da Agricultura e dos Ministérios da Agricultura e do Desenvolvimento Agrário (MDA). O evento foi aberto pelo governador Jaques Wagner, que assinou um termo de cooperação técnica com o MDA, pelo qual 3 mil pequenos cafeícultores baianos, mesmo inadimplentes, terão acesso à assistência técnica, insumos e equipamentos para poda e põs-colheita.
 
O presidente da Associação dos Produtores de Café da Bahia (Assocafé), João Lopes Araújo, informou que o Estado tem cerca de 27 mil pequenos agricultores envolvidos com a produção do grão, porém, como não têm acesso à tecnologia e financiamento, a produtividade é baixa.
 
Além de um crescimento concreto na produção, a Bahia, afirma Araújo, tem como aumentar a qualidade do café produzido. Só no ano passado, agricultores familiares de 11 municípios tiveram a qualidade da sua produção atestada por especialistas internacionais. "Queremos levar o mercado ao pequeno. Quando ele produz um café de qualidade e consegue uma  premiação, o comprador vem".
 
Porto
 
Na reunião que teve com ex¬portadores e representantes do Terminal de Comêineres do Porto de Salvador (Tecon) e da Companhia Docas do Estado da Bahia (Codeba), o secretário estadual de Agricultura,Eduardo Salles, deflagou um trabalho para identificar porque a maior parte do café baiano é exprotado pelos porto de Vitória (ES) e santos(SP) O secretário lembra que processo semelhante foi feito com o setor de algodão, que antes só exportava 1% de sua produção pelo Porto de Salvador e agora escoa 10%, graças à redução no valor de frete e no tempo de e entrega do produto no mercado asiático.
 
"Vamos fazer um trabalho de identificação dos problemas, se é o custo do porto, se é a questão de logística. Nossa idéia é achar uma fórmula para viabilizar a exportação do nosso café pelo Porto de Salvador", disse Salles.
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