16/03/2012
Commodities Agrícolas
Importações da UE A expectativa de que a União Europeia amplie suas importações de açúcar para atender à demanda do bloco alavancou as cotações do açúcar ontem na bolsa de Nova York. Segundo a agência Dow Jones Newswires, o Comitê Europeu de Consumidores de Açúcar pediu à Comissão Europeia que autorize a importação de um volume adicional de 1,6 milhão de toneladas este ano. Com isso, os contratos com vencimento em julho encerraram a sessão negociados a 24,32 centavos de dólar no mercado nova-iorquino, em alta de 84 pontos em relação à véspera. No mercado doméstico, o indicador Cepea/Esalq para a saca de 50 quilos negociada em São Paulo subiu 0,07%, para R$ 56,80 (com impostos, sem frete). Neste mês de março, o indicador ainda acumula variação negativa de 1,25%.
Teto em seis meses As perdas provocadas pela estiagem na América do Sul e a boa demanda pelo produto americano, inclusive por parte de importadores da China, voltaram a impulsionar a soja ontem na bolsa de Chicago, e as cotações alcançaram seu maior patamar em seis meses. Os contratos com vencimento em julho fecharam a US$ 13,7550 por bushel, ganho de 19 centavos de dólar em relação à véspera. Segundo a agência Dow Jones Newswires, foi a 24ª alta nos últimos 32 pregões. A maior parte dessas valorizações teve alguma relação com a mesma combinação que deflagrou a escalada de ontem. No oeste baiano, a saca de 60 quilos foi negociada, em média, por R$ 47, de acordo com levantamento realizado pela Associação de Agricultores e Irrigantes da Bahia (Aiba).
De carona com a soja A forte valorização da soja (ver ao lado) teve reflexos positivos sobre os preços do milho ontem na bolsa de Chicago. Os contratos com vencimento em julho encerraram o dia a US$ 6,67 por bushel, valorização de 10,25 centavos de dólar em relação à véspera. Traders consultados pela agência Dow Jones Newswires notaram que, em virtude da forte tendência de alta da soja, a grande área plantada de milho prevista para os EUA na próxima safra (2012/13) poderá até ser um pouco menor. Até agora, as perspectivas apontam para a manutenção da área de plantio de soja nos EUA. No Paraná, a saca de 60 quilos do cereal saiu, em média, por R$ 22,93, ganho de 0,7% na comparação com média da véspera, segundo o Departamento de Economia Rural (Deral) da Secretaria da Agricultura.
Disparadas nos EUA A mesma influência provocada pela disparada da soja (ver nesta página) no mercado de milho foi observada nos negócios com trigo ontem na bolsa de Chicago. Os papéis para julho subiram 18 centavos de dólar, ganho também expressivo, e fecharam a US$ 6,7250 por bushel. Os reflexos chegaram à bolsa de Kansas, onde se negocia o cereal de melhor qualidade. Ali, julho fechou a US$ 7,1325 por bushel, salto de 23 centavos de dólar. Traders ouvidos pela Dow Jones Newswires realçaram que as preocupações com o clima seco em regiões produtoras das Planíces do sudeste americano também impulsionaram os preços. No Paraná, a saca de 60 quilos saiu, em média, por R$ 24,65, alta de 2,37%, segundo o Departamento de Economia Rural (Deral) da Secretaria da Agricultura do Estado.