Pesquisa da EBDA vai fomentar a suinocultura no município de Itaberaba

26/03/2012

 

Pesquisa da EBDA vai fomentar a suinocultura no município de Itaberaba
 
No plantel de suínos há três reprodutores, 20 matrizes e cinco fêmeas que ainda não emprenharam
 
 
 
Um trabalho de pesquisa com suínos puro da raça Piau foi instalado pela Empresa Baiana de Desenvolvimento Agrícola (EBDA), vinculada à Secretaria da Agricultura, Irrigação e Reforma Agrária do Estado da Bahia (Seagri), na Unidade de Execução de Pesquisa do Paraguaçu, em Itaberaba, no interior do estado para preservar a raça e o fomento da suinocultura direcionada à agricultura familiar.
 
Com essa atividade, a empresa desenvolve trabalhos de melhoramento dos índices zootécnicos e de produtividade, com a introdução de uma raça nativa – reconhecidamente prolífera, rústica e precoce –, e práticas de manejo racional e científico, socialmente apropriados à pequena produção.
 
Segundo o pesquisador e engenheiro agrônomo da EBDA, Alberto de Almeida Alves, no Nordeste, especialmente na Bahia, apesar do maior retorno econômico com a produção de suínos, usando raças exóticas, foi constatado que grande número de agricultores familiares criam espécies de raças nacionais, o que corresponde a 90% do rebanho existente na região.
 
Mudar a realidade – Alberto explica que, apesar da preferência pelas raças nacionais, esse tipo de exploração apresenta baixos índices de produtividade, devido à presença de animais com grande percentagem de gordura, abatidos, tradicionalmente, depois de prolongado período de recria e engorda, o que desvaloriza o produto.
 
Na agricultura familiar, este tipo de criação destina-se, basicamente, ao consumo familiar e o excedente é comercializado em feiras livres por meio de intermediários. "Nessa situação, é raro encontrar um produtor que atenda às necessidades do mercado e use técnicas aprimoradas de manejo", enfatizou o pesquisador.
 
Resultados – Para os trabalhos de pesquisa desenvolvidos em Itaberaba, a empresa mantém um plantel estabilizado de suínos da raça Piau, com 3 reprodutores, 20 matrizes e 5 fêmeas nulíparas (que ainda não emprenharam). Com esses animais, já foram alcançados resultados quanto aos índices zootécnicos, como 8,6 leitões nascidos vivos/parto/porca, 6,47 leitões desmamados/parto/porca, 1,26 quilo de peso dos animais ao nascer e 6,7 quilos como peso dos animais apartados com 40 dias.
 
Para o gerente de Itaberaba, Paulo Pina, o trabalho é de grande importância por se tratar de uma raça rústica, resistente e já adaptada às condições do semiárido. "Esta raça estava em extinção e agora, com o trabalho da EBDA, está sendo preservada e, mais, servindo a outras unidades de pesquisa do país."
 
Raça nativa – A Piau foi a primeira raça nativa a ser registrada no Brasil (1989), com origem nos estados de Goiás, Minas Gerais e São Paulo. A palavra Piau, de origem indígena, significa malhado, pintado, em função da sua pelagem manchada, sendo que existem Piaus grandes, médios e pequenos. A raça é conhecida pela rusticidade, o que lhe confere resistência, e pela facilidade em sua alimentação, pois pode ser alimentada com produtos oriundos da própria fazenda, como, frutas, verduras e raízes.
 
Também apresenta boa taxa de conversão. Com a alimentação fornecida na propriedade, ela consegue ganhar peso e manter taxa de prolificidade (parição) satisfatória – uma média de 12 bacurinhos, por parição.
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