Assinatura de convênios fortalece atividade na região de Paulo Afonso

17/04/2012

Assinatura de convênios fortalece atividade na região de Paulo Afonso


Trabalhadores esperam recuperar a farta produção de pescado da época anterior às enchentes

 

Mais de 60 famílias, das localidades de Malhada Grande II e III e Lagoa do Junco, do município de Paulo Afonso, no Vale do São Francisco, foram beneficiadas, na última sexta-feira, com a assinatura de três convênios no valor total de R$ 530 mil.

Os acordos, que irão fortalecer e recuperar a atividade de piscicultura na região, foram firmados durante o 3o Festival da Tilápia, promovido pela Bahia Pesca, em parceria com a Associação Brasileira de Bares e Restaurantes (Abrasel), e apoio da Companhia de Desenvolvimento e Ação Regional (CAR), empresa vinculada à Secretaria de Desenvolvimento e Integração Regional (Sedir), e do Serviço de Apoio às Micro e Pequenas Empresas (Sebrae/BA).

Potencial – De acordo com o superintendente da CAR, Dernival Oliveira Júnior, a companhia foi a precursora da piscicultura no estado, em parceria com a Bahia Pesca, ação iniciada, em 1998, com a implantação do polo de piscicultura em Paulo Afonso e Glória.

"Paulo Afonso tem um potencial para ser o maior produtor de tilápia do Brasil, e, por isso, continuamos investindo na região. Já apoiamos a implantação da unidade de beneficiamento da Estação da Caiçara II e vamos continuar promovendo o desenvolvimento regional", disse Dernival.

Hora certa – Segundo o presidente da Associação de Malhada Grande III, José Clovis, a CAR está chegando na hora certa ao local. Em 2004, quando a criação de peixes estava em ponto para venda, uma enchente acabou com a produção. Houve recuperação em 2006, mas outra enchente afetou. "Desde que aconteceu esta tragédia, estamos trabalhando com apenas 40% da nossa capacidade. Esta ajuda vai estimular a nossa produção."

O presidente da Associação de Malhada Grande II, Cleonaldo Pereira, ressaltou que o convênio firmado com a CAR possibilitará a produção de antes das enchentes. "Já chegamos a produzir 20 toneladas por mês, mas hoje estamos operando com sete. Quando conseguirmos aumentar a produção, seremos autossuficientes."

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