02/05/2012
Programa Garantia Safra ameniza perdas de agricultores familiares
As plantações sofrem as consequências do longo período de estiagem e da distribuição irregular de chuva
Dos 155 mil agricultores familiares que aderiram ao programa Garantia Safra (safras de inverno e verão 2011/2012), aproximadamente, 85 mil que perderam a safra, em decorrência da estiagem, terão amenizada a situação com o recebimento do seguro-safra, no valor de R$ 680, pago em quatro parcelas.
A previsão é de que sejam injetados na economia dos municípios valor estimado de R$ 57 milhões, em coberturas.
O Garantia Safra, do Ministério de Desenvolvimento Agrário (MDA), executado na Bahia pela Empresa Baiana de Desenvolvimento Agrícola (EBDA), em parceria com a Superintendência da Agricultura Familiar (Suaf), tem como perspectiva minimizar os efeitos da perda de safra das unidades familiares por causa da seca ou excesso de chuva.
Inscritos – "A seca é um fenômeno natural, porém de consequências drásticas para os agricultores familiares, que têm as culturas dizimadas. A falta de água leva muitas vezes ao abandono das propriedades. Esse é um fato doloroso, e os governos federal e estadual trabalham juntos para minimizar os efeitos", diz o presidente da EBDA, Elionaldo de Faro Teles.
Na safra 2010/2011 (verão/inverno) foram inscritas 114 mil unidades familiares. Na de 2011/2012, o número é de 150 mil com a safra de inverno. Outro dado é o número de prefeituras que aderiram na safra passada – 203 municípios. Na safra atual, 211 municípios aderiram ao programa, dos quais 117 já solicitaram vistoria da EBDA para liberação do laudo que garante o pagamento do seguro, mediante a análise e comprovação pelo MDA.
Seca prolongada afeta principalmente quem produz cultura de subsistência
Dos 417 municípios baianos, 266 estão inseridos na região semiárida, sofrendo as consequências do longo período de estiagem e de distribuição irregular de chuva. O fato ocasiona perdas da produção agrícola e animal, com a indisponibilidade de água para o consumo até mesmo humano, além da falta de alimentos para os rebanhos bovino, caprino e ovino.
Nesses municípios, há grande concentração de agricultores familiares que produzem culturas de subsistência, sendo os mais afetados pela estiagem.
Das regiões que plantam a chamada safra de verão, de feijão e milho, que tem época de plantio em novembro e dezembro, com o período de colheita entre o final de abril até junho, destacam-se as de Barreiras, Bom Jesus da Lapa, Caetité, Itaberaba, Jacobina, Juazeiro, Jequié, Senhor do Bonfim, Seabra, Santa Maria da Vitória e Vitória da Conquista.