Pequenos produtores começam a receber crédito emergencial
Agricultores familiares terão benefício que objetiva minimizar os efeitos do longo período sem chuva
Os pequenos agricultores baianos dos 232 municípios que decretaram situação de emergência por causa da seca poderão sacar, a partir desta segunda-feira, nas agências do Banco do Nordeste (BNB), o crédito emergencial. A informação foi divulgada pelo superintendente estadual da instituição, Nilo Meira Filho, durante reunião de trabalho com o secretário estadual da Agricultura, Eduardo Salles.
Com juros de 1% ao ano para pequenos agricultores (até R$ 12 mil) e de até 3,5% ao ano para os grandes (de R$ 12 mil a R$ 100 mil), os recursos serão usados como capital de giro, investimento e custeio para todas as despesas inerentes à agricultura e à agropecuária, demandas urgentes e comuns aos agricultores dos municípios atingidos pela seca.
Bônus – O agricultor familiar terá ainda um bônus de adimplência de 40% às parcelas de financiamento pagas em dia. "A partir de segunda, os beneficiários do Pronaf B (Programa Nacional de Fortalecimento da Agricultura Familiar), com renda familiar anual de até R$ 6 mil, devem procurar o BNB, onde terão auxílio para apresentação da proposta", explicou Meira.
Segundo informações do BNB, os produtores inseridos nos demais grupos do Pronaf, da faixa entre R$ 2,5 mil e R$ 12 mil, após seguirem as mesmas recomendações, terão as propostas aprovadas em até 48 horas pelo agente financeiro, com desembolso imediato. Em relação a valores de R$ 12 mil a R$ 100 mil, o prazo se estende e o banco tem até dez dias para liberar os recursos. Todos os beneficiários terão até oito anos para pagar e três anos de carência.
Proposta – Os agricultores, com limite de saque de R$ 12 mil, deverão preencher proposta informando os investimentos a serem feitos a partir da liberação do valor. Os financiamentos priorizam projetos de combate aos efeitos da estiagem e de convivência com a seca, como implantação de projetos de irrigação ou compra de ração. De acordo com as normas estabelecidas, 35% do crédito emergencial será destinados ao custeio e 65% servirão para investimentos.