Adab apreende mudas de citros e murtas na RMS
Responsável por 5,5% da produção de laranja do país, a Bahia ostenta condição de área livre da doença
Mudas de citros e murtas clandestinas sem documento de certificação de origem foram apreendidas em hortos da Região Metropolitana de Salvador (RMS), em uma ação de fiscalização da Agência de Defesa Agropecuária da Bahia (Adab), órgão vinculado à Secretaria da Agricultura (Seagri).
Num esforço para proteger o estado das pragas, apenas em duas semanas os fiscais estaduais agropecuários da Adab apreenderam 500 mudas de murtas e 800 mudas de citros originárias de estados com notificação da praga huanglongbing (HLB), mais conhecida como greening, uma das mais devastadoras doenças para a citricultura e inexistente em território baiano.
Conscientização – A introdução do HLB na citricultura causaria prejuízos de R$ 1,8 bilhão pelos próximos 20 anos. O coordenador de Fiscalização do Trânsito de Produtos Vegetais da Adab, Raimundo Ribeiro, disse que o objetivo da ação foi evitar a entrada da praga por meio das mudas e conscientizar os comerciantes quanto à importância da fitossanidade nos hortos, além de divulgar a Portaria Estadual 243/2011, que estabelece regras para a implantação de viveiros telados de mudas, a partir de 2013.
A Bahia ostenta a condição de ‘área livre de HLB’ e já dispõe de um plano de contingenciamento contendo estratégias para manter os pomares baianos livres da praga. "Nossa intenção é agir preventivamente, fiscalizando o trânsito e o comércio de material propagativo da doença", ressaltou o diretor geral da Adab, Paulo Emílio Torres. De acordo com ele, a fiscalização e atividades de educação sanitária serão rotina em todo o Estado.
Ranking – A Bahia ocupa o segundo lugar no ranking nacional na produção de citros e é responsável por 5,5% da produção de laranja do país. Além disso, 80% da produção baiana de citros é originária da agricultura familiar. "Por isso, os efeitos sociais da introdução do greening no estado seriam devastadores", alertou o diretor de Defesa Vegetal da Agência, Armando Sá. Ele disse que a Seagri não vai medir esforços para defender a citricultura, principalmente no Recôncavo baiano e no litoral norte, importantes polos produtores.