Expectativa de recorde, em dólar, na exportação de fumo

22/06/2012

Expectativa de recorde, em dólar, na exportação de fumo



Apesar da queda dos preços verificada nos cinco primeiros meses, o setor fumageiro já vê a possibilidade de novo recorde, em dólares, nas exportações brasileiras de fumo neste ano. Segundo o presidente do Sindicato Interestadual da Indústria do Tabaco (Sinditabaco), Iro Schünke, as estimativas de alta no faturamento das vendas ao exterior variam de 2% a 6% em relação aos US$ 2,891 bilhões apurados em 2011, o que pode levar a uma cifra superior aos US$ 3,02 bilhões de 2009, quando foi registrado o melhor desempenho até hoje.

De janeiro a maio deste ano, o valor dos embarques cresceu 26% na comparação com o mesmo período de 2011 e alcançou US$ 997,8 milhões. O volume das vendas aumentou 48,8%, para 204,5 mil toneladas, informa o Sinditabaco com base em dados da Secretaria de Comércio Exterior (Secex). De acordo com Schünke, o salto aconteceu porque parte dos estoques vendidos no ano passado foi embarcada somente no início de 2012.

Os preços médios, entretanto, recuaram de US$ 5,8 mil para US$ 4,9 mil por tonelada nos cinco primeiros meses do ano, porque houve queda de qualidade na safra 2010/11, que está sendo embarcada agora. Conforme a Associação dos Fumicultores do Brasil (Afubra), o fumo foi prejudicado pela estiagem que começou entre setembro e outubro de 2010, ainda na fase inicial de desenvolvimento das plantações.

O ciclo 2011/12, ao contrário, não foi tão afetado porque a falta de chuva começou em novembro do ano passado, quando a plantação já estava mais desenvolvida. Além disso, o clima seco se concentrou no Rio Grande do Sul e poupou Santa Catarina e Paraná, responsáveis por cerca de 50% da produção na região Sul.

A colheita nos três Estados do Sul corresponde a mais de 95% da produção nacional - o Nordeste produz o restante - e termina em março. Neste ano, alcançou 712,5 mil toneladas, uma redução de 14,5% ante o ciclo anterior, estima a Afubra. Recomendada pela própria entidade, a redução do plantio contribuiu para aumentar os preços médios pagos aos produtores em 23% no caso do fumo tipo Virgínia, para R$ 6,40 o quilo, e em 25% a variedade Burley, para R$ 6,17 por quilo. Segundo o presidente da associação, Benício Werner, a alta dos preços também foi puxada pelo aumento da qualidade da safra.

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