Ampliação de biofábrica em Juazeiro reforça controle da dengue na Bahia

10/07/2012

Ampliação de biofábrica em Juazeiro reforça controle da dengue na Bahia

Acompanhado de secretários estaduais, o ministro conheceu experiências desenvolvidas na unidade inaugurada
 


Uma tecnologia que ajuda no controle da dengue será desenvolvida na nova Unidade de Produção de Aedes Transgênico (Upat) da Biofábrica Moscamed Brasil, inaugurada no município de Juazeiro, no último sábado. Participaram da solenidade o ministro da Saúde, Alexandre Padilha, e os secretários estaduais da Saúde, Jorge Solla, da Ciência, Tecnologia e Inovação, Paulo Câmera, e da Agricultura, Eduardo Salles.

O sistema consiste da criação de machos em cativeiro, os quais são modificados e soltos para transmitir genes que destroem a prole. Com isso, os descendentes gerados, a partir do mosquito transgênico, morrem antes de transmitir o vírus aos humanos. "É um programa vital para a Bahia. Vamos ajudar a Moscamed na expansão do projeto para que possamos chegar às zonas úmidas, onde o problema é maior, além de cidades de médio e grande portes", disse o secretário de Ciência, Tecnologia e Inovação, Paulo Câmera.

Resultados – Os testes realizados por cientistas com mosquitos transgênicos, incapazes de transmitir a dengue, já mostram resultados promissores. Nos dois bairros de Juazeiro, onde os estudos foram iniciados em fevereiro de 2011, cinco dias após a soltura dos mosquitos transgênicos, os pesquisadores recolheram, aproximadamente, 20% de ovos. Hoje, mais de 80% das larvas encontradas nas comunidades não chegam à fase adulta.

"Atualmente, produzimos 500 mil machos por semana. Com a nova unidade, a produção passa a ser de quatro milhões semanais. Vamos soltá-los largamente aqui e em Jacobina, próxima cidade onde vamos trabalhar com as pesquisas", informa o diretor-presidente da Moscamed Brasil, Aldo Malavasi. A nova Upat ocupa área de 720 metros quadrados, onde estão distribuídos os setores de produção, de assepsia, recepção e almoxarifado, entre outros.

Expansão do projeto após fase de testes

Construído com recursos do governo da Bahia, de, aproximadamente, R$ 1,6 milhão, o empreendimento tem por objetivo controlar a transmissão da dengue. Segundo o secretário estadual da Saúde, Jorge Solla, após a fase de testes, o projeto será expandido. "Iremos trabalhar para levar a tecnologia a municípios com níveis de infestação mais elevados, como Jacobina e Itabuna". Ele esclarece que "estamos ainda em fase de pesquisa e não com a utilização rotineira da técnica."

Para o ministro Alexandre Padilha, "o combate à dengue exige combinação de ações, conscientização, controle do vetor e atenção à saúde. Esta é uma nova tecnologia, que pode vir a fazer parte das técnicas já usadas no controle da doença."

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