19/07/2012
Bahia aparece entre as menores taxas de prevalência da doença no país
O estudo sobre a prevalência da tuberculose bovina no estado foi concluído pela Agência de Defesa Agropecuária da Bahia (Adab), órgão vinculado à Secretaria da Agricultura (Seagri), e coloca o estado entre as menores prevalências do país. Com isso, pela primeira vez, foi possível conhecer a situação epidemiológica e a distribuição geográfica da zoonose.
Os dados do levantamento, desenvolvido em parceria com o Ministério da Agricultura (Mapa), Universidade de Brasília (UnB) e Universidade de São Paulo (USP), mostram cenário animador no controle da doença. Segundo o secretário da Agricultura, Eduardo Salles, o impacto imediato é a otimização de recursos financeiros e humanos na execução das ações que, a partir de agora, podem ser direcionadas para a especificidade de cada região.
Ações proativas
A partir dos dados obtidos, a Adab pretende elaborar ações proativas, preventivas e direcionadas. Segundo o diretor-geral da Adab, Paulo Emílio Torres, a grande vantagem desse tipo de estudo é nortear ações de vigilância, buscando melhorar a sanidade dos rebanhos baianos.
Para o estudo, a Bahia foi dividida em quatro circuitos produtores. Em cada região, foram colhidas amostras, totalizando mais de 18 mil animais no estado. "Todas as fazendas foram georreferenciadas e aplicamos um questionário, direcionado à caracterização do tipo de propriedade", explica a coordenadora do Programa de Controle e Erradicação da Brucelose (PNCEBT) da Adab, Luciana Ávila.
Fatores de risco
"Também avaliamos a utilização de práticas sanitárias e zootécnicas que poderiam apontar maior risco para focos de tuberculose", diz Luciana. Ela destacou que o estudo permitiu, pela primeira vez, conhecer a prevalência da tuberculose na Bahia e os principais fatores de risco na ocorrência da doença.
O tema foi apresentado pela coordenadora em São Paulo, na última semana, durante o I Encontro Nacional em Epidemiologia Veterinária (Enepi), e será exposto no XVIII Congresso Internacional de Epidemiologia Veterinária e Economia (ISVEE), em agosto, na Holanda.
Diante deste cenário, "temos as ferramentas necessárias para discutir novas estratégias com vistas à adoção de medidas de vigilância, buscando a erradicação dessa enfermidade em nosso estado", afirmou o diretor de Defesa Animal da Adab, Rui Leal.