Bahia apoiará criação de mosaico em áreas protegidas do Cerrado

27/08/2012

Bahia apoiará criação de mosaico em áreas protegidas do Cerrado

 


Fortalecer a política de Unidade de Conservação (UC) e a gestão territorial. Com este objetivo, a Bahia passa a integrar, por meio da Secretaria do Meio Ambiente (Sema), a proposta de criação do mosaico de áreas protegidas no Cerrado, na região do Jalapão.

De segunda a quarta-feira desta semana, técnicos da Sema e do Instituto do Meio Ambiente e Recursos Hídricos (Inema) estarão reunidos com representantes do Ministério do Meio Ambiente (MMA), do Instituto Chico Mendes (ICMBio) e da Agência Japonesa de Cooperação Internacional (Jica) para consolidar a participação do estado na iniciativa.

O projeto do Corredor Ecológico e Mosaico do Jalapão foi iniciado em 2009, sob a coordenação do MMA e do ICMBio, com o apoio dos quatro estados brasileiros que englobam o corredor, Bahia, Tocantins, Piauí e Maranhão.

Até o momento, dez Unidades de Conservação (UC), de todos os estados que integram o mosaico, fazem parte da proposta. A participação da Bahia teve início em 2011 e ganhará reforço, por meio da Área de Proteção Ambiental (APA) do Rio Preto e a Estação Ecológica do Rio Preto, no oeste baiano.

De acordo com o coordenador de Gestão de Unidades de Conservação do Inema, Leonardo Euler, o primeiro momento será importante para estreitar os laços entre as instituições participantes da iniciativa e fortalecer a política de gestão integrada.

Na ocasião, a Sema/Inema estará em contato com os responsáveis pela ação, entre eles, os financiadores, técnicos ambientais da Jica, coordenadores, representante do ICMBio, além de integrantes do Ministério do Meio Ambiente, que cuida da política do mosaico.

Política ambiental – Segundo o coordenador, na Bahia, do projeto Corredores Ecológicos, Ricardo Guedes, a criação do mosaico na região do Jalapão se alinha à política ambiental do Estado, que trabalha na lógica de conectividade dos corredores ecológicos de áreas protegidas nos biomas Mata Atlântica, Caatinga e Cerrado. "A iniciativa irá unir duas áreas que estão distintas, por meio de corredor de mata, como também, agrupar essas unidades em uma lógica muito mais administrativa do que física, visando reuni-las para ter condições de melhor administrá-las."

Além de fortalecer a Política de UCs, a criação do mosaico favorecerá a gestão integrada entre as diversas áreas protegidas e possibilitará a definição de estratégias de proteção na área de abrangência do território do mosaico. "Os recursos para gerir as áreas protegidas são poucos; dessa forma, a criação do mosaico possibilitará unir esforços para atuar de forma conjunta no território", disse Leonardo Euler.

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