18/01/2013
Consumo de robusta deve seguir em alta
Diante da crise econômica, o consumo global de café robusta cresceu no ano passado, segundo diferentes estimativas. Por ser mais barata, as indústrias torrefadoras passaram a usar mais a espécie no lugar do arábica, com grãos mais nobres e caros e de maior valor de mercado. Para empresas e consultorias, a perspectiva é que a tendência de substituição do arábica por robusta nos "blends" de torrado e moído continue em 2013.
No mundo, a participação do robusta no consumo de café é estimada em 40% - essa fatia era de 30% há dez anos - ante 60% do arábica nos "blends" da bebida. A unidade de commodities Volcafe, da trading ED&F Man Holdings, estimou no fim do ano passado que a demanda global por robusta aumentará em 6% na temporada 2012/13. O consumo da variedade deve crescer para 66,6 milhões de sacas em 2012/13, ante 63 milhões de sacas na temporada anterior.
Nathan Herszkowicz, diretor-executivo da Associação Brasileira da Indústria de Café (Abic), afirma que o movimento de substituição de arábica por robusta no café industrializado não foi tão intenso no Brasil como lá fora. Segundo ele, as indústrias no país têm dificuldades de mudar os "blends" de forma tão rápida.
Hoje, essa fatia é de 40% a 50% nos "blends" da bebida, segundo Herszkowicz. Cerca de 15 anos atrás, esse índice era de 20%. "O conilon não tem encontrado resistência em relação ao consumo, mas foram necessários cerca de 20 anos de adaptação do paladar da grande maioria dos consumidores", diz Herszkowicz.