China sustenta preços do algodão em Nova York

21/01/2013

China sustenta preços do algodão em Nova York

 

Após uma longa trajetória de queda, com um recuo de 17% no ano passado, o algodão parece ter encontrado um patamar mais firme de sustentação na bolsa de Nova York.

Segundo Ariel Coelho, consultor da FCStone, a divulgação do relatório de oferta e demanda mundial pelo Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA), em 11 de janeiro, foi o estopim para o avanço da fibra em Nova York - de 3,46% desde então. "De início, os números pareciam baixistas, porque indicavam elevação nos estoques mundiais. Mas esse aumento ocorreu quase todo na China e houve redução nos estoques americanos", disse.

Nos primeiros dias de janeiro, o algodão rompeu o estreito intervalo dos últimos meses (68 a 78 centavos de dólar por libra-peso) e alcançou os maiores valores desde maio de 2012. Na sexta-feira, os papéis para maio fecharam em alta de 0,61%, a 78,67 centavos de dólar por libra-peso. "O algodão não deve cair abaixo de 75 centavos de dólar, porque esse nível vai atrair demanda e dar suporte às cotações", afirmou Coelho.

O interesse de importação das indústrias da China (o governo tem leiloado a fibra de menor qualidade e a preços mais caros que NY), junto às previsões de uma safra 2013/14 menor nos EUA, podem dar suporte aos preços. "Essa maior sustentação pode chamar a atenção de fundos especulativos, e com isso o algodão rumaria para os 80 centavos de dólar por libra-peso", previu Coelho.

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