31/01/2013
Qualidade do café produzido por pequenos produtores se destaca
Assistência técnica prestada pela Empresa Baiana de Desenvolvimento Agrícola orienta como fazer o melhor cultivo
Agricultores da Chapada Diamantina e de Vitória da Conquista, assistidos pela Empresa Baiana de Desenvolvimento Agrícola (EBDA), vinculada à Secretaria da Agricultura do Estado da Bahia (Seagri), têm conquistado os primeiros lugares nos concursos de qualidade do café produzido nas duas regiões.
Mesmo com a grande estiagem em 2012, o café colhido pelo agricultor familiar Márcio José de Oliveira, de Barra da Estiva, na região de Vitória da Conquista, foi eleito o melhor na modalidade ‘grão natural’, na seletiva estadual do Concurso Nacional de Qualidade dos Cafés, realizado no final do ano passado. O certame é uma iniciativa da Associação Brasileira da Indústria do Café (Abic), em parceria com a Associação dos Produtores de Café da Bahia (Assocafé).
Ganho – Segundo o chefe do Centro de Formação de Agricultores do Sudoeste da Bahia (Centrecorte), em Itambé, Dalmar Gusmão Fernandes Junior, nos dois últimos anos, o centro realizou dez cursos sobre ‘qualidade de café’, para agricultores familiares, e outros dois abordando ‘manejo do café’. A capacitação, de acordo com ele, beneficiou mais de 400 agricultores.
Dalmar explicou que, após a capacitação, o ganho do agricultor é real, pois o que ele aprende é aplicado imediatamente no campo. "As tecnologias alternativas ensinadas pela EBDA são de baixo custo, o que permite ao cafeicultor familiar aplicar e obter resultados positivos de imediato", afirmou.
A empresa também atende, de forma efetiva, aos cafeicultores da região que abrange os municípios de Barra da Estiva e Ibicoara. A parceria do Centrecorte com o escritório local da empresa cadastrou, em Barra da Estiva, aproximadamente 2.700 agricultores familiares, e em Ibicoara, 1.700, para prestação de Assistência Técnica e Extensão Rural (Ater).
Uso de tecnologias apropriadas também amplia produtividade
Para ilustrar a importância da ação da empresa na região, o chefe do escritório de Barra da Estiva, Álvaro Nunes Ferraz, citou o trabalho realizado com o agricultor Márcio Oliveira, que teve o café produzido por ele, do tipo arábica, eleito o melhor da Bahia, na modalidade ‘grão natural’.
Segundo Ferraz, no início, a propriedade de Márcio tinha 15 mil pés de café. Como os recursos do agricultor não eram suficientes para manter a área plantada (2,5 hectares), os técnicos da EBDA recomendaram a redução do número de plantas para 5 mil, usando tecnologias apropriadas, e o plantio na área restante com abacaxi, banana e citros.
Hoje, Márcio também planta mogno e cedro para venda da madeira. "As mudanças permitiram a produção de café de qualidade, com maior produtividade, e o agricultor ainda tem renda extra com a produção de outras culturas", assegurou o técnico.