Eixo sul do Rio São Francisco terá estudo de viabilidade iniciado em março
O secretário Rui Costa e 16 prefeitos de dois territórios de identidade participaram do encontro realizado em Juazeiro
A transposição do eixo sul do Rio São Francisco começa a ser analisada este mês, quando a Companhia de Desenvolvimento dos Vales do São Francisco e do Parnaíba (Codevasf) contratará estudo de viabilidade técnica e econômica da obra. O anúncio foi feito ontem pelo secretário estadual da Casa Civil, Rui Costa, durante a quarta reunião itinerante do Comitê Estadual para Ações de Convivência com a Seca, realizada em Juazeiro. Participaram do encontro os 16 prefeitos dos territórios Sertão do São Francisco e Itaparica.
Segundo o secretário, que coordena o comitê, a transposição do eixo sul do rio foi solicitada pelo governador Jaques Wagner à presidente Dilma Rousseff, que autorizou a realização do projeto. "Estamos tratando a transposição com total prioridade", disse Rui Costa. Com investimento de cerca de R$ 4 bilhões, será construído um canal que levará a água do São Francisco para a Barragem de São José – a extensão estimada é de 400 quilômetros.
Biofábrica – Na reunião, também foi anunciada a construção de uma biofábrica em Juazeiro, para a produção de mudas de palma, que garantirão, em períodos de seca, reserva alimentar para os rebanhos. De acordo com o secretário estadual da Agricultura, Eduardo Salles, esse anúncio responde à demanda da região, que possui o maior rebanho de caprinos do Brasil e o segundo maior de ovinos.
"Por meio de tecnologia de ponta, teremos a produção de mudas de alta qualidade e resistentes a uma praga comum, chamada ‘cochonilha do carmim’. O compromisso deste governo é que, em médio prazo, grande parte dos agricultores familiares tenha uma pequena área de palma adensada em suas propriedades", disse Salles.
As mudas serão distribuídas entre as secretarias municipais de Agricultura, associações e cooperativas da região.
Cisternas – Entre 2007 e 2012, foram entregues 17.873 cisternas, que beneficiaram os territórios de identidade Itaparica e Sertão do São Francisco. A meta do governo da Bahia é que todas as casas da zona rural do semiárido que não estão ligadas a adutoras e a sistemas de abastecimento de água tenham uma cisterna.
As cisternas são implantadas por meio da Secretaria de Desenvolvimento Social e Combate à Pobreza (Sedes) e Companhia de Desenvolvimento e Ação Regional (CAR), vinculada à Secretaria de Desenvolvimento e Integração Regional (Sedir).