04/03/2013
PIB estadual fecha 2012 com crescimento de 3,1%
Os segmentos da indústria e do comércio varejista e de alimentos se destacaram na expansão econômica no estado
O Produto Interno Bruto (PIB) na Bahia cresceu 3,1% em 2012. No quarto trimestre do ano passado, a economia baiana alcançou expansão de 4,9% em comparação ao mesmo período de 2011.
Nos dois casos, os números superam a taxa de crescimento nacional – 1,4% no quarto trimestre e 0,9% no ano. Nos últimos 12 meses, no estado, os setores que apresentaram maiores altas foram serviços (4,2%) e indústria (3,8%). Para este ano, a previsão é que o crescimento econômico alcance 3,2%.
Os cálculos do PIB estadual foram divulgados, ontem, pela Superintendência de Estudos Econômicos e Sociais da Bahia (SEI), vinculada à Secretaria do Planejamento (Seplan), durante coletiva de imprensa realizada no auditório da Secretaria da Indústria, Comércio e Mineração (Sicm).
O diretor-geral da SEI, Geraldo Reis, analisou os bons resultados obtidos pela Bahia, apesar do desempenho da agropecuária, reduzido em decorrência do longo período de estiagem.
Investimentos – "Tivemos um super PIB, quando comparamos com o desempenho da economia mundial e do Brasil", afirmou o governador Jaques Wagner. De acordo com ele, os investimentos que o Governo do Estado conseguiu atrair fortaleceram a economia baiana e arrefeceram os efeitos da crise internacional.
"As políticas macroeconômicas do governo federal nos ajudaram bastante a manter aquecidos os setores de serviços e de comércio, decisivos para o bom resultado do PIB baiano. Continuamos trabalhando para que novos negócios sejam consolidados em nosso estado, dinamizando ainda mais a produção industrial", afirmou o governador.
Para o diretor-geral da SEI, "esta taxa de crescimento é bastante alvissareira, quando consideramos o cenário internacional ainda adverso. A Europa continua em recessão, os Estados Unidos já começam a crescer, mas ainda há uma taxa grande de desemprego, e a América Latina tem diminuído as importações", explicou Reis. Segundo ele, a Bahia tem diversificado os destinos das exportações.
Dinamismo – A balança comercial resultou no saldo positivo de US$ 3,5 bilhões – foram exportados US$ 11,2 bilhões, o que representa crescimento de 1,4%. Os números apresentados mostram a China com maior participação nas exportações baianas (13,6%), seguida dos Estados Unidos (12,2%), Holanda (11%), Antilhas Holandesas (10,8%) e Argentina (9,2%).
O diretor-geral da SEI ressaltou o peso e a importância do comércio da Bahia com outros estados brasileiros, "que é substancialmente mais importante do que o comércio exterior".
Para o secretário do Planejamento, José Sergio Gabrielli, o crescente dinamismo da economia baiana decorre da expansão do mercado interno. De acordo com ele, esse crescimento reflete "na melhoria do mercado de trabalho, com maior formalização dos vínculos e o intenso efeito dos programas de transferência de renda para as famílias mais necessitadas, que impactam diretamente sobre o comércio local e a dinamização do mercado".
Principais indicadores do desempenho estadual
Com base nos cálculos realizados pela SEI, a taxa de crescimento do PIB no quarto trimestre foi, mais uma vez, determinada pelo setor de serviços, com 4,4%. Devido ao peso na estrutura do PIB estadual (64%), o segmento é o que, na média, determina a tendência de crescimento do conjunto da atividade produtiva. Entre os segmentos do setor de serviços, destaca-se o comércio varejista, com crescimento de 6% no quarto trimestre, fechando 2012 com expansão de 7,4%. Já os segmentos de transporte e alojamento e alimentação tiveram expansão, respectivamente, de 5% e 4,6%.
A indústria foi o setor que mais cresceu no quarto trimestre do ano passado (8,1%), acumulando em 2012 a taxa de 3,8%. Diferentemente de anos anteriores, quando a construção civil se destacava no setor industrial, em 2012 foi a indústria de transformação a principal determinante para a expansão do setor e do PIB geral.
De acordo a Pesquisa Industrial Mensal (PIM), o crescimento no setor de transformação foi propiciado pela recuperação de importantes segmentos industriais, a exemplo de refino de petróleo e álcool e produtos químicos, que cresceram, no ano passado, respectivamente, 5,2% e 9,9%.
A construção civil registrou, em 2012, crescimento de 3,7% no quarto trimestre e 5,4% no acumulado do ano. Além desses setores, a extração mineral e serviços industriais de utilidade pública tiveram desempenho positivo durante o ano passado.
Na área extrativa, foi observado o crescimento de 3,5% no quarto trimestre e 1,4% no acumulado do ano, derivado da expansão na exploração de petróleo e gás natural.