01/07/2013
Portaria pode retirar agricultores dos perímetros irrigados da lista do Cadin
Reivindicada ao ministro da Integração pelo secretário da Agricultura, medida poderá ser válida por um ano, enquanto solução definitiva é ajustada juridicamente
Foto: Imprensa Seagri
(Brasília) – Até o final do mês de julho deste ano, o Ministério da Integração (MI) deverá publicar portaria retirando provisoriamente, por um ano, do Cadin, (Cadastro Informativo de Créditos não Quitados do Setor Público Federal), os agricultores dos perímetros irrigados da Codevasf, permitindo assim que eles possam ter acesso a novos créditos, num momento de grande importância, que é o desta seca histórica que assola o semiárido nordestino. Enquanto isso, o governo vai discutir e buscar solução jurídica definitiva para a questão. A informação foi prestada pelo chefe de gabinete do MI, Wagner Maciel, durante reunião em Brasília com o secretário da Agricultura da Bahia, engenheiro agrônomo Eduardo Salles, da qual participaram o diretor da Companhia de Desenvolvimento dos Vales do São Francisco e do Parnaíba (Codevasf), José Sólon; o presidente do Conselho Administrativo do Distrito de Irrigação Formoso, em Bom Jesus da Lapa, Antonio Marcio Rodrigues; o presidente da Associação Banana da Bahia, Ervino Kogler, e o diretor geral da Agência de Defesa Agropecuária da Bahia, Paulo Emílio Torres.Durante a reunião de trabalho, Antonio Marcio Rodrigues e Ervino Kogler entregaram ao chefe de gabinete do Ministério da Integração uma proposta de renegociação dos passivos fundiários, que segundo eles criará condições para que três mil hectares não utilizados do Projeto Formoso em função deste problema possam iniciar ou voltar à operação, gerando milhares de empregos diretos e indiretos, incrementando o faturamento do distrito em milhões de reais/anos. Wagner Maciel determinou a realização de reunião já na próxima semana, de um grupo técnico específico para analisar a proposta e dar os encaminhamentos necessários.
A questão existe solução urgente. Enquanto um hectare licitado pela própria Codevasf em projeto novo tem custo de R$ 2,8 mil, as taxas aplicadas fizeram com que a dívida dos agricultores do Formoso chegasse a até absurdos R$ 17 mil por hectare.
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