12/07/2013
Mucilagem do sisal poderá ser utilizada para alimentação animal
Foto: Imprensa Seagri
A mucilagem do sisal poderá ser comercializada como ração animal e doada a pequenos criadores afetados pela estiagem prolongada, a partir de registro desse subproduto no Ministério da Agricultura (Mapa). Esta semana, o secretário estadual da Agricultura, engenheiro agrônomo Eduardo Salles, recebeu no gabinete da Secretaria da Agricultura (Seagri), o fiscal federal agropecuário, Bruno Paule, após ter visitado, com a equipe técnica da Seagri, na região de Conceição do Coité e Valente, propriedades de produtores de fibras e indústrias de tecelagens, para discutir aspectos de aproveitamento da mucilagem e condições para a sua comercialização. “As visitas foram bastante proveitosas e o Mapa está sensível à necessidade de aproveitamento do sisal. Esta reunião é importante para termos noção da cadeia, do processo de obtenção do produto (beneficiamento), para melhor enquadrá-lo na legislação e estabelecer de que maneira pode ser feita a comercialização”, explicou Bruno Paule.
“Atualmente a Bahia só utiliza 4% da planta, o que nós queremos é viabilizar a utilização de 100% dos subprodutos do processamento da folha, e assim garantir a sustentabilidade dessa cadeia e a revitalização social e econômica de toda região do sisal”, explicou o secretário de Agricultura, Eduardo Salles.
A vinda do fiscal federal do Mapa é fruto de diversas viagens e reuniões realizadas ao longo de três anos, pelo secretário, em companhia do presidente da Associação de Produtores de Sisal, Misael Ferreira, do coordenador da Sub-câmara do Sisal, Enaldo Boaventura, dos prefeitos da região sisaleira e do diretor de Agricultura da Seagri, Almeida Junior, para tentar resgatar a lavoura do sisal, uma das culturas símbolo de resistência à seca. “Esta é apenas uma das ações que o governo baiano, através das secretarias da Agricultura (Seagri) e de Ciência e Tecnologia (Secti), está desenvolvendo para revitalizar a cultura do sisal, que envolve milhares de agricultores familiares no semiárido baiano”, disse o secretário.
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