29/07/2013
Commodities Agrícolas
Colheita no Brasil O atraso da colheita de cana no Centro-Sul do Brasil provocado pelas chuvas voltou a motivar a alta açúcar na sexta-feira na bolsa de Nova York. Os papéis para novembro subiram 3 pontos, para 16,47 centavos de dólar por libra-peso. Mas, apesar dessa valorização, os fundamentos do açúcar continuam "muito fracos", conforme afirmou o chefe-executivo da Sarhan Capital, Adam Sarhan. A Organização Mundial do Açúcar estima que o excedente global da commodity deverá alcançar um recorde da ordem de 10 milhões de toneladas nesta temporada 2012/13, que termina em 30 de setembro. No mercado doméstico, o indicador Cepea/Esalq para a saca de 50 quilos caiu 0,41%, para R$ 43,94. Neste mês de julho, a queda acumulada do indicador chegou a 2,42%.
Oferta farta Os contratos futuros do café fecharam em queda na sexta-feira na bolsa de Nova York, pressionados por um elevado estoque global e em meio a mais uma grande safra no Brasil. As preocupações com o clima frio no Brasil diminuíram. Os contratos com vencimento em dezembro recuaram 2,39% (305 pontos), a US$ 1,2425 por libra-peso. "Houve muitas especulações com notícias de que poderia haver geadas", afirmou o trader Davide Bombonato, da Ally Brazilian Coffee Merchants. De fato, o Paraná sofreu com geadas na semana passada, mas elas não afetaram de forma significativa a maior região produtora do grão do Estado, o norte pioneiro. No mercado físico interno, o café de boa qualidade foi negociado por R$ 300 a R$ 305 a saca, segundo o Escritório Carvalhaes.
"Efeito agosto" Apesar do clima favorável nas lavouras de grãos do Meio-Oeste americano, os contratos futuros de soja voltaram a subir na sexta-feira em Chicago, após três pregões consecutivos de queda. Os futuros do grão com vencimento em setembro fecharam o dia cotados a US$ 1,27525 por bushel, valorização de 8,5 centavos de dólar ante o fechamento de quinta-feira. No mercado, a leve alta da soja foi interpretada como reação às incertezas do clima no cinturão agrícola dos EUA em agosto, período em que as lavouras do grão entram em sua fase de desenvolvimento mais crítica e sensível. No mercado brasileiro, o indicador Cepea/Esalq para o preço da oleaginosa entregue no porto de Paranaguá (PR) ficou estável, negociada a R$ 65 por saca. No acumulado do mês, no entanto, o indicador aponta retração de 6%.
Mais uma queda As cotações do milho amargaram a quinta sessão consecutiva de quedas na sexta-feira na bolsa de Chicago, ainda guiadas por informações ligadas aos reflexos climáticos sobre o desenvolvimento das lavouras dos Estados Unidos nesta safra 2013/14. Os contratos com vencimento em dezembro encerraram o dia negociados a US$ 4,76 por bushel, em baixa de 2,75 centavos de dólar. Em relação ao fechamento da sexta-feira anterior, a queda chegou a quase 5%. Ainda que julho seja ainda um mês crítico para as lavouras americanas, a tendência de recuperação da produção do país parece inabalável. No Paraná, a saca de 60 quilos do grão saiu, em média, por R$ 18,04, em queda de 2,49%, segundo o Departamento de Economia Rural (Deral) da Secretaria da Agricultura.