16/08/2013
Commodities Agrícolas
Mais uma queda
A menor preocupação com possíveis ameaças climáticas sobre os pomares da Flórida (que detém o segundo maior parque citrícola do mundo) voltou a contribuir para a queda da commodity ontem na bolsa de Nova York. Os contratos com vencimento em novembro encerraram a sessão negociados a US$ 1,3095 por libra-peso, em baixa de 105 pontos em relação à véspera. A tempestade tropical Erin está passando pela costa africana, ainda distante da Flórida. Há outra ameaça no Caribe, mas as chances de que se forme um ciclone tropical nas próximas 48 horas são de 50%. No mercado spot de São Paulo, cujo parque citrícola supera o da Flórida, a caixa de 40,8 quilos da laranja destinada às indústrias de suco subiu para R$ 6,85, de acordo com levantamento do Cepea/Esalq.
Demanda firme
A boa demanda pela soja produzida nos Estados Unidos, sobretudo por parte de clientes chineses, voltou a impulsionar as cotações do grão ontem na bolsa de Chicago. Os contratos com vencimento em novembro encerraram a sessão negociados a US$ 12,6550 por bushel, com uma valorização de 26,50 centavos de dólar em relação à véspera. Segundo o Departamento de Agricultura dos EUA (USDA), as vendas líquidas de soja do país alcançaram 1,883 milhão de toneladas na semana encerrada em 8 de agosto, acima do intervalo entre 600 mil e 1,1 milhão de toneladas esperado por analistas. No oeste baiano, a saca de 60 quilos saiu por R$ 56,67 no mercado balcão, de acordo com informações divulgadas pela Associação de Agricultores e Irrigantes da Bahia (Aiba).
Mercado climático
O temor de que o tempo mais quente e seco nas próximas duas semanas venha a prejudicar as lavouras de milho dos EUA impulsionou as cotações do grão ontem n a bolsa de Chicago. Os papéis com vencimento em dezembro encerraram o pregão em alta de 17 centavos, a US$ 4,7225 por bushel. Previsões estendidas, contudo, apontam para um clima mais frio em setembro, o que faz crescer entre os agentes a tensão com possíveis geadas tardias. A demanda pelo grão também segue aquecida. Na semana entre 2 e 8 de agosto, os EUA venderam 777 mil toneladas do grão ao exterior, segundo o Departamento de Agricultura do país (USDA). O volume ficou bem acima do intervalo de 300 mil a 600 mil toneladas, previsto por analistas. No Paraná, o preço da saca de 60 quilos do grão subiu 0,912%, a R$ 17,52, segundo o Deral/Seab.
Na onda do milho
Embalado pelos ganhos do milho, o trigo subiu ontem nas bolsas americanas. Em Chicago, os contratos para dezembro registraram alta de 6,75 centavos, a US$ 6,4950 o bushel. Em Kansas, onde se negocia o cereal de melhor qualidade, o mesmo vencimento teve ganho de 3,25 centavos, a US$ 7,0625 o bushel. O avanço ocorreu mesmo diante de uma safra melhor que o esperado de milho nos EUA. Se esse cenário se confirmar, a tendência é de se reduzir a demanda por trigo para uso em alimentação animal - o que, portanto, empurraria os preços do cereal para o terreno negativo. A demanda pelo trigo americano se enfraqueceu na última semana com venda de 495,6 mil toneladas, ante estimativa de 600 mil a 800 mil toneladas. No Paraná, o preço da saca de 60 quilos subiu 0,26%, a R$ 45,94, segundo o Deral/Seab.