26/08/2013
Commodities Agrícolas
Dólar e Índia Os preços do açúcar fecharam a sexta-feira em alta na bolsa de Nova York, sustentados pela desvalorização do dólar em relação ao real e pela preocupação com o grande volume de chuvas na Índia. Os contratos com vencimento em março encerraram o pregão com valorização de 16 pontos, a 16,99 centavos de dólar por libra-peso. Segundo analistas, a informação de que os Estados produtores de açúcar da Índia receberam um volume de chuvas acima da média desde o início das Monções fez com que alguns traders que haviam apostado na queda dos preços cobrissem suas posições. No mercado doméstico, o indicador Cepea/Esalq para a saca de 50 quilos do açúcar cristal caiu 0,21%, para R$ 43,55. Neste mês de agosto, o indicador passou a acumular queda de 1,09%.
Forte queda O suco de laranja concentrado e congelado (FCOJ, na sigla em inglês) fechou a sexta-feira em forte queda na bolsa de Nova York. Em uma sessão de poucos negócios, os contratos com vencimento em novembro recuaram 290 pontos, para 135,60 centavos de dólar por libra-peso. Apesar disso, a commodity ainda acumulou uma valorização de 2,8% na semana. Segundo analistas, o mercado segue divido entre o desalento com a demanda fraca nos Estados Unidos e a incerteza em relação ao tamanho da próxima safra de laranja da Flórida, que abriga o segundo maior parque citrícola do mundo. No mercado spot de São Paulo, a caixa de 40,8 quilos da fruta destinada às indústrias saiu por R$ 7,04. Houve alta na semana, mas o valor segue abaixo dos custos de produção.
Forte valorização As previsões de clima em áreas do Meio-Oeste dos Estados Unidos continuam a guiar os preços dos grãos em Chicago. As atenções estão concentradas sobretudo no sul do cinturão produtivo, e a depender do que indicam os radares meteorológicos sobre temperatura e umidade, as reações na bolsa são de alta ou baixa. Na sexta-feira, a preocupação com o tempo quente e seco aumentou. Portanto, as cotações subiram, já que nesse contexto cresce o temor com danos às lavouras. No mercado de soja, os contratos para novembro fecharam a US$ 13,28 por bushel, ganho de 41,25 centavos de dólar sobre a véspera. No oeste baiano, a saca de 60 quilos do grão saiu, em média, por R$ 61 no mercado balcão, de acordo com levantamento da Associação dos Agricultores e Irrigantes da Bahia (Aiba)
De carona com a soja Ainda que já esteja menos suscetível que a soja a eventuais danos provocados pelo clima quente e seco no sul do Meio-Oeste americano, o milho, plantado antes que a oleaginosa nos EUA, também registrou ganhos expressivos em Chicago na sexta-feira em razão das previsões meteorológicas mais adversas às lavouras divulgadas na sexta-feira. Os contratos para entrega em dezembro fecharam a US$ 4,70 por bushel, em alta de 5,50 centavos de dólar. Traders realçaram, porém, que o "rally" nos mercados de grãos pode ter vida curta. Qualquer previsão de melhora climática nos EUA tende a provocar fortes perdas. No Paraná, a saca do grão, saiu, em média, por R$ 18,16, segundo informações do Departamento de Economia Rural (Deral) da Secretaria da Agricultura do Estado.