Agricultoras familiares fazem curso de tecelagem artesanal

29/08/2013
Agricultoras familiares fazem curso de tecelagem artesanal
 
 
A capacitação beneficiará 14 artesãs, que aprenderão a confeccionar diversas peças com fios de algodão
      
 
Foto: Imprensa Seagri
Atendendo a solicitação de um grupo de artesãs da  Associação Comunitária dos Produtores Rurais das Fazendas Coronha e São Gonçalo, município de Candiba, a Empresa Baiana de Desenvolvimento Agrícola (EBDA), vinculada à Secretaria da Agricultura (Seagri), através da Gerência Regional de Caetité, iniciou, nesta segunda-feira (26), um curso de Tecelagem Artesanal de Algodão, que se estende até a próxima sexta-feira (30). A capacitação tem carga horária de 40 horas, e acontece na Unidade Didática de Tecelagem do Centro de Formação de Agricultores Familiares do Vale do Iuiu (Centrevale), instalado no Km 22, entre Palmas de Monte Alto e Malhada, região de Caetité.
 
O Centrevale oferece acomodações e alimentação para as 14 participantes, o que facilita a permanência das alunas durante o período do curso, evitando deslocamentos diários. As técnicas da EBDA, Maria Amélia Cardoso Vilas-Bôas, Maria de Lourdes Lima Barros e Idacélia Ledo, são as instrutoras e também responsáveis pela mobilização e realização do curso.
 
Com aulas teóricas e práticas, as participantes estão aprendendo a manusear dois tipos de teares: pente-liço (tear feito com o auxílio de um pente, que permite levantar e abaixar os fios de forma alternada) e profissional, a pedal. As alunas executam tarefas da rotina da tecelagem e produzem tapetes, colchas, mantas, estolas, almofadas, toalhas de mesa, entre outras peças artesanais.
 
De acordo com o chefe do Centrevale, Fábio Costa Silveira, a revitalização e valorização deste saber local, relativo à produção e beneficiamento do algodão, é uma alternativa viável para a geração de renda para as famílias, que pode tornar-se referência regional, no ofício da tecelagem artesanal. “Por meio do estímulo e desenvolvimento das vocações solidárias e tradicionais, das agricultoras familiares, é possível conquistar uma melhor qualidade de vida”, explicou Silveira.
 
Os produtos confeccionados poderão ser comercializados em lojas de artesanato, vestuários e utilidades domésticas, nas comunidades adjacentes e cidades da região, como Guanambi, Caetité, Brumado e Vitória da Conquista, além de exposições, feiras e eventos regionais.
 
Fonte:  
Assimp/EBDA
Tel.:(71) 3116-1907
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agricultura familiar
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