Secretário solicita mais milho para comercialização a preço subsidiado

10/09/2013
Secretário solicita mais milho para comercialização a preço subsidiado
 
 
Foto: Silvio Ávila
Diante da gravidade do período de estiagem que se prolonga na Bahia, o secretário da Agricultura, engenheiro agrônomo Eduardo Salles, encaminhou ofício ao presidente da Companhia Nacional de Abastecimento (Conab), Rubens Rodrigues, solicitando a continuidade da comercialização de milho, através do Programa de Vendas em Balcão. “Os produtores rurais baianos ainda sentem os efeitos da pior seca da história da Bahia, que gerou prejuízos incalculáveis, notadamente para a agropecuária estadual. É preciso dar continuidade à venda de milho a preço subsidiado nos armazéns, para ajudar os produtores e criadores que convivem com a falta de alimento para o rebanho”, enfatizou o secretário.
 
O secretário ressalta que, na pecuária a situação dos criadores é de extrema gravidade, porque além de estarem descapitalizados por conta da perda de grande parte do rebanho, tiveram também suas pastagens degradadas ou dizimadas pela seca. “Mesmo que ocorra a normalização dos índices pluviométricos, no próximo período chuvoso previsto para iniciar a partir novembro ou dezembro, a melhoria da capacidade de suporte das pastagens não acontecerá de forma imediata, essa recuperação levará meses”, disse.
 
Para facilitar o acesso dos produtores aos armazéns permanentes da Conab em Entre Rios, Ribeira do Pombal, Santa Maria, Itaberaba e Irecê, o governo estadual, em parceira com as prefeituras e a Companhia, implantou polos emergenciais distribuídos em diversas regiões do Estado. Atualmente, a Bahia já dispõe de 27 polos distribuídos em diversas regiões do Estado.
 
De acordo com Salles, é necessário assegurar o abastecimento do milho nas cinco unidades armazenadoras permanentes da Conab, que estão em Entre Rios, Irecê, Itaberaba, Ribeira do Pombal e Santa Maria da Vitória; nos doze polos implantados emergencialmente, em parceria com o Governo do Estado, também geridos pela Companhia em Bom Jesus da Lapa, Guanambi, Chorrochó, Conceição do Coité, Euclides da Cunha, Feira de Santana, Jacobina, Jequié, Juazeiro, Paramirim, Ponto Novo e  Seabra; e nos seis polos  cuja gestão foi assumida pelo Governo Estadual, enquanto houver disponibilidade do milho doado pelo Governo Federal, localizados em Amargosa, Baixa Grande, Maracás, Paulo Afonso, Remanso e Vitória da Conquista. 
 
O milho subsidiado está sendo vendido ao preço de R$ 18,12 a saca de 60 quilos, até 3 mil quilos. Acima dessa quantidade até 6 mil quilos, o criador paga R$ 21,00 por saca. Parte dos recursos oriundos da comercialização será destinada ao custeio de logística (transporte, armazenagem, impostos e ensacamento) e à compra de volumosos (outros tipos de ração) para complementar a alimentação dos rebanhos de agricultores familiares, a exemplo de mucilagem do sisal, feno, palha de milho, entre outros produtos.
 
Fonte:
Ascom Seagri
Jornalista: Viviane Cruz
Contato: (71) 3115.2737 /3115.2767
Tags
agronegócio
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