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17/02/2014

Saiba quais são as pragas que atacam os pomares baianos

 

No ano passado, muito se falou da praga helicoverpa armigera, que provocou um prejuízo bilionário em quase 200 culturas em todo o País. Mas o combate às ameaças na agricultura é constante. Na fruticultura, por exemplo, ter a produção contaminada, além de comprometer a produtividade, põe em risco a exportação para mercados grandes e exigentes como a Europa e os Estados Unidos.
"Está fazendo um ano que a indústria brasileira de suco de laranja teve retido um carregamento de suco de laranja no Porto de Delaware, EUA, porque havia a desconfiança de que haveria, no suco brasileiro, resíduos de uma grande quantidade do fungicida carbendazim largamente utilizado no controle de doenças como a estrelinha e a mancha preta", diz o pesquisador da Embrapa Mandioca e Fruticultura, Hermes Peixoto.

Muitos desses problemas são causados por fungos, que atacam especialmente em épocas chuvosas, de grande umidade. Em Salvador e no Recôncavo, esse clima costuma ocorrer a partir de abril.

 


Pesquisas

A Embrapa tem produzido, nas últimas décadas, materiais resistentes a algumas dessas ameaças. Mas, em se tratando de fruticultura, há certa resistência dos produtores de usá-las.

O pesquisador e fitopatologista da Embrapa Mandioca e Fruticultura, Zilton Cordeiro, explica que, na fruticultura, qualquer alteração nas características do fruto, como o sabor, já causa rejeição.

Outra dificuldade é convencer o produtor a tomar medidas preventivas contra as ameaças dos pomares. "O produtor não gosta nem acredita muito no que a gente fala", diz Zilton. "O que o assusta é ver a planta morrendo".

Ele conta que um trabalho preventivo para a sigatoka amarela, feito pela Embrapa, no Projeto Formoso, em Bom Jesus da Lapa, reduziu o número de aplicações de fungicidas em 50%.

Saiba mais no site do Jornal A Tarde

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