Commodities Agrícolas
Disparada em Nova York
A forte volatilidade dos preços do café arábica testou, na sexta-feira, os limites de alta e baixa estimados pelos analistas na bolsa de Nova York. Ao fim e ao cabo, as cotações encerraram a sessão com forte valorização. Os contratos do grão para entrega em julho fecharam cotados a US$ 1,871 por libra-peso, alta de 10,4 pontos, ou 5,89%, em relação ao fechamento anterior. A redução dos estoques certificados de café na bolsa de Londres, onde é negociada a espécie robusta, influenciaram as negociações na bolsa americana, de acordo com Carlos Costa, da Pharos. Os estoques caíram para pouco mais de 300 mil sacas, "nível historicamente muito baixo", afirmou. No mercado doméstico, o indicador Cepea/Esalq para a saca de 60 quilos do arábica subiu 5,86%, para R$ 415,34.
Dólar fraco
Os preços do cacau fecharam em alta na sessão de sexta-feira na bolsa de Nova York, acompanhando o movimento de outras commodities que foram impulsionadas pela desvalorização do dólar em relação a outras moedas. Os contratos da amêndoa com vencimento em maio encerraram o dia a US$ 2.983 por tonelada, ganho de US$ 47. A moeda americana perdeu força depois da divulgação de dados de emprego nos Estados Unidos, que ficaram aquém do esperado pelo mercado. Desde o início da semana passada, as cotações do cacau vinham em ritmo de baixa, pressionadas por liquidações de posições compradas. Em Ilhéus e Itabuna, na Bahia, a arroba da amêndoa continua a ser negociada por pouco mais de R$ 100, conforme a Central Nacional de Produtores de Cacau.
À espera do USDA
A expectativa habitual que marca as negociações dos grãos dias antes da divulgação do relatório mensal de oferta e demanda do Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA) deu o tom na sessão de sexta-feira na bolsa de Chicago. A cautela sobre os próximos dados do órgão para a soja fizeram os papéis do grão encerrarem o pregão viva-voz em alta de 0,75 centavo, cotados a US$ 14,55 por bushel. Foi uma pequena variação após uma semana de fortes altas nos preços, impulsionadas por indicações de que os estoques americanos vão ficar bem apertados na passagem para a próxima safra, cujo plantio terá começará a ganhar força nos próximos meses. Enquanto isso, no mercado interno, o indicador Cepea/Esalq para a saca de 60 quilos da oleaginosa permaneceu em R$ 72
Chuva esfria tensão
A previsão de chuvas em algumas áreas produtoras de trigo nas Grandes Planícies dos Estados Unidos, maiores fornecedores mundiais do cereal, reduziu momentaneamente os temores de prejuízos às lavouras do país e fez as cotações recuarem nas principais bolsas americanas. Segundo o Commodity Weather Group, deverão ocorrer precipitações nos próximos 15 dias no sul da região produtora. Em Chicago, os contratos para julho caíram 5,25 centavos e fecharam cotados a US$ 6,765 por bushel. Em Kansas, onde é negociado o trigo de melhor qualidade, os papéis com o mesmo vencimento recuaram 9,25 centavos, para US$ 7,385 por bushel. No mercado interno, o preço médio do trigo no Paraná caiu 0,79% para R$ 832,38 a tonelada, segundo levantamento do Cepea/Esalq.