Commodities Agrícolas
Acomodação de preços
As cotações do açúcar demerara oscilaram sem direção definida ontem na bolsa de Nova York, após três altas seguidas nas sessões anteriores. Ao fim da sessão, os contratos da commodity para outubro encerraram o pregão viva-voz em baixa de 2 pontos, a 18,86 centavos de dólar por libra-peso. A recente valorização foi impulsionada por novas expectativas de que a safra brasileira pode ser menor que o esperado, por causa da seca do início do ano. Nesta semana, a consultoria Datagro aumentou sua estimativa de déficit global de açúcar na safra atual (2014/15) para 2,46 milhões de toneladas, o que seria o primeiro déficit depois de cinco anos. No mercado doméstico, o indicador Cepea/Esalq para o açúcar cristal em São Paulo subiu 0,55%, para R$ 51,56 a saca de 50 quilos.
Embolsando lucros
As cotações do suco de laranja concentrado e congelado recuaram de forma expressiva ontem na bolsa de Nova York, em uma sessão de realização de lucros após três altas consecutivas. Os lotes do produto para entrega em setembro encerraram o pregão viva-voz com queda de 560 pontos, a US$ 1,578 por libra-peso, o menor valor desde 8 de abril. Os preços vinham se sustentando diante da estimativa de que a Flórida terá sua menor safra em 29 anos. A projeção foi reafirmada no último relatório do Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA), que calcula que o Estado americano produzirá 110,3 milhões de caixas de laranja até o fim da safra atual (2013/14). No mercado spot paulista, a laranja pera in natura subiu 2,46%, para R$ 12,48 a caixa de 40,8 quilos, segundo o Cepea/Esalq.
Plantio avança nos EUA
Os preços do milho recuaram ontem na bolsa de Chicago para o menor valor em oito semanas diante do avanço do plantio nos Estados Unidos. Os lotes do cereal para setembro encerraram a sessão com recuo de 9,75 centavos, cotados a US$ 4,81 por bushel, menor patamar desde 21 de março. Os boletins de meteorologia indicando tempo firme e seco para os próximos dias no Meio-Oeste americano têm sinalizado aos operadores de mercado que a semeadura deve se manter dentro da janela ideal, o que pode levar a um maior rendimento das lavouras no país. A produtividade deve compensar em parte o recuo de área previsto por consultorias para a safra 2014/15 do grão. No mercado interno, o indicador Cepea/Esalq para o milho caiu 0,73%, para R$ 28,75 a saca de 60 quilos.
Tensão climática
Os preços do trigo completaram ontem sete dias seguidos de recuo na bolsa de Chicago, sob influência principalmente das chuvas no sul dos Estados Unidos, após três meses de seca. Os contratos do cereal para entrega em setembro tiveram queda de 12 centavos, a US$ 6,87 o bushel. Nos Estados americanos de Texas e Ohio, grandes produtores do cereal, as precipitações foram suficientes para elevar o nível de umidade das plantas, que estão em uma fase sensível às intempéries. Porém, a empresa de meteorologia DTN estima que o clima ficará mais seco nas partes ao norte e leste das Planícies do Sul até sábado, o que "pode causar problemas para a produção de trigo". No mercado interno, o indicador Cepea/Esalq para o cereal no Rio Grande do Sul caiu 0,25%, a R$ 652,94 a tonelada.