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22/05/2014

Commodities Agrícolas

 

Chuvas na África 

Os preços do cacau registraram ganhos pela quinta sessão consecutiva ontem na bolsa de Nova York. Os contratos para setembro fecharam em alta de US$ 14, a US$ 2.992 por tonelada. Com a elevação, a amêndoa recuperou parte das perdas das últimas duas semanas e se reaproximou do nível de US$ 3.000 por tonelada em que estava sendo negociada, tendo em vista as previsões de déficit de oferta para a atual safra (2013/14). Contudo, no oeste da África, onde se cultivam dois terços do cacau produzido no mundo, o clima tende a melhorar: há previsão de mais chuvas. Essas precipitações devem beneficiar o cultivo da safra intermediária da amêndoa. Em Ilhéus e Itabuna, na Bahia, o valor médio da arroba ficou em R$ 102, segundo a Central Nacional de Produtores de Cacau.

Forte alta 

Os preços do suco de laranja fecharam com forte alta ontem na bolsa de Nova York, apesar da falta de notícias ligadas aos chamados fundamentos do mercado. Os lotes para setembro encerraram a sessão com avanço de 205 pontos, a US$ 1,588 por libra-peso. As cotações do suco têm operado entre indicações de redução da oferta na Flórida e dados de queda no consumo americano, mas operam abaixo de US$ 1,6 por libra-peso desde que o Departamento de Agricultura dos EUA (USDA) manteve praticamente inalterada seu cálculo para a produção do Estado americano, até o fim desta safra (2013/14), em 110,3 milhões de caixas. No mercado spot paulista, o preço da laranja pêra in natura apurado pelo Cepea/Esalq manteve-se em R$ 11,59 a caixa de 40,8 quilos.

Compras aquecidas 

Após oito altas consecutivas na bolsa de Nova York, o preço do algodão ficou mais atraente para alguns compradores, que entraram ontem no mercado e ajudaram a alavancar as cotações. Os contratos para outubro fecharam com alta de 11 pontos, a 81,65 centavos de dólar por libra-peso. Após os negócios de ontem, estima-se que os próximos dados de exportação dos Estados Unidos indicarão aumento nas vendas. Porém, os operadores calculam que os preços vão continuar em queda nas próximas sessões, já que há muita pluma em estoque e a relação entre oferta e demanda ainda está folgada, diz Christian Reich, da Fibra Corretora. No mercado doméstico, o indicador Cepea/Esalq para o algodão em São Paulo, para pagamento em oito dias, subiu 0,07%, a R$ 1,9358 a libra-peso.

Influência dos fundos 

A soja fechou ontem acima de US$ 15 o bushel em Chicago pela primeira vez em mais de 20 dias, embalada por movimentos dos fundos especulativos. Os lotes para julho fecharam a US$ 15,0525 por bushel, em alta 35,50 centavos de dólar. Agosto subiu 25,50 centavos, a US$ 14,3075. Os fundos realizaram operações de spread entre papéis de soja e milho, apostando na elevação da oleaginosa no curto prazo, em meio às estimativas que indicam aperto na oferta dos EUA até o fim do atual ciclo 2013/14. A divulgação de que a China comprou entre janeiro e abril 4,99 milhões de toneladas de soja do Brasil e 16,3 milhões de toneladas dos EUA ajudou a sustentar a commodity. No mercado interno, o indicador Cepea/Esalq para a saca no Paraná caiu 0,16%, para R$ 68,27.

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