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23/05/2014

Commodities Agrícolas

 

Foto: Divulgação Valor Econômico
Acima dos US$ 3 mil Os preços do cacau voltaram a subir ontem na bolsa de Nova York e superaram a "barreira psicológica" dos US$ 3 mil a tonelada, embora não tenham surgido novidades no lado dos fundamentos do mercado. Os contratos para setembro fecharam em alta de US$ 18, a US$ 3.010 a tonelada. O mercado tem se recuperado de um período de quedas, provocado por recentes chuvas no oeste da África, que concentra dois terços da produção global de cacau. Porém, continua no radar dos traders a previsão de déficit de oferta para esta safra (2013/14), o que tem motivado os fundos a voltarem a apostar na sustentação dos contratos futuros. No mercado interno, a arroba negociada em Ilhéus e Itabuna manteve-se entre R$ 100 e R$ 104, de acordo com a Central Nacional de Produtores de Cacau.

Ganhos no bolso As cotações do algodão fecharam em baixa ontem na bolsa de Nova York e retomaram a curva descendente que havia sido interrompida na quarta-feira. Os papéis para outubro encerraram a sessão com recuo de 73 pontos, a 80,92 centavos de dólar por libra-peso. Os investidores decidiram realizar os lucros alcançados mais cedo, quando os preços dispararam ante dados de altas exportações americanas da pluma. Conforme informou no início do dia o Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA), as vendas externas na semana encerrada dia 15 somaram 119,4 mil toneladas, boa parte direcionada à China. No mercado doméstico, o indicador Cepea/Esalq para a fibra com pagamento em 8 dias caiu 0,03%, para R$ 1,9352 por libra-peso.

Forte alta Pelo segundo dia, os preços da soja subiram ontem com força na bolsa de Chicago, diante de movimentos de fundos especulativos. Os contratos para agosto encerraram o dia com elevação de 17,25 centavos, a US$ 14,48 o bushel. Os dados de vendas externas dos Estados Unidos vieram ontem acima do esperado e impulsionaram os fundos a aumentarem suas apostas na alta, em meio a temores com os atuais estoques nos EUA. Também houve influência da alta do farelo de soja na bolsa de Dalian, na China, que levou os esmagadores locais a travarem compras futuras para garantir suas margens, segundo Pedro Dejneka, da PH Derivativos Consultoria. No mercado interno, o indicador Cepea/Esalq para a oleaginosa em Paranaguá subiu 1,73%, para R$ 72,13 a saca de 60 quilos.

Mais chuva O mercado do trigo cedeu pela décima vez em 11 dias ontem nas bolsas americanas, diante do aumento da umidade nas plantações da região sul dos EUA. Na bolsa de Chicago, os contratos para setembro fecharam com recuo de 5,25 centavos, a US$ 6,70 o bushel. Em Kansas, onde se negocia o trigo de melhor qualidade, o mesmo vencimento encerrou o dia com retração de 9 centavos, negociados a US$ 7,59 o bushel. Foram registradas no dia anterior 19 milímetros de chuva em algumas partes do Colorado, sul de Nebraska e norte de Kansas, e a previsão da empresa de meteorologia DTN era de mais 38 milímetros até sábado. No mercado interno, o preço médio da tonelada do trigo apurado pelo Cepea/Esalq teve retração de 0,55%, para R$ 809,63.

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