Commodities Agrícolas
Embolsando ganhos Os preços do café arábica recuaram de forma expressiva na bolsa de Nova York na sexta-feira, em uma realização de lucros após a forte valorização do dia anterior. Os contratos do grão com vencimento em setembro fecharam com queda de 445 pontos, a US$ 1,799 por libra-peso. Enquanto a colheita de café no Brasil ainda não ganha corpo e não há indicações sobre os efeitos da seca do início do ano na produtividade, o mercado continua sob forte influência de fundos especulativos. No entanto, o mercado trabalhou com preços menores em maio do que nos meses anteriores, com o início da colheita no país e previsões menos pessimistas que o esperado ao longo do mês. No mercado doméstico, o indicador Cepea/Esalq para a saca de 60 quilos do café arábica caiu 2,72%, para R$ 403,70.
Negócios fracos Os preços da soja recuaram na sexta-feira devolvendo os ganhos das duas sessões anteriores na bolsa de Chicago. Os contratos para agosto caíram 8,25 centavos no pregão americano, para US$ 14,2450 o bushel. Houve pressão dos dados de vendas externas divulgados pelo Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA) e das expectativas com a próxima safra de grãos no país. Segundo o órgão, os exportadores privados americanos negociaram a comercialização de 881,4 mil toneladas da oleaginosa na semana encerrada em 22 de maio, queda de 63% na comparação com a semana anterior e 8% ante a média das últimas quatro semanas. No mercado do Paraná, a saca de 60 quilos da oleaginosa foi negociada sexta-feira a R$ 63,40, em alta de 0,21% segundo o Deral/Seab.
Mercado climático O clima favorável ao plantio e ao desenvolvimento do milho no Meio-Oeste americano continua a pressionar os preços do grão na bolsa de Chicago. O lotes do cereal para entrega em setembro recuaram 5,25 centavos na sexta-feira, a US$ 4,58 o bushel. A previsão da empresa de meteorologia DTN é de "condições em geral favoráveis" ao milho plantado no início da janela de semeadura na região produtora dos Estados Unidos. Neste mês, os preços do milho caíram 9,3%, a maior queda desde setembro, ante especulações sobre o ritmo de plantio nas principais Estados americanos, o que deve levar o país a produzir a maior safra de milho da história. No mercado do Paraná, o grão foi negociado na sexta-feira em queda de 0,38%, a R$ 20,91 a saca, segundo o Deral/Seab.
EUA e Rússia O mercado do trigo encerrou a sexta-feira com nova retração nas bolsas americanas diante das melhores perspectivas para a produção mundial da commodity, tanto nos EUA quanto na Rússia. Em Chicago, os contratos para setembro recuaram 4,75 centavos, para US$ 6,3975 o bushel. Desde o início do mês, as cotações do trigo acumulam recuo de 12%, a maior desvalorização mensal desde setembro de 2011. Com o fim da seca nas Grandes Planícies em maio, as cotações sofreram forte queda. Até então, os preços do trigo vinham registrando consecutivas altas. A situação das lavouras também está positiva na Rússia, quarto maior fornecedor de trigo do mundo. No Paraná, a saca de 60 quilos do cereal foi negociada em queda de 0,19% na sexta-feira, a R$ 42,76, segundo o Deral/Seab.