Commodities Agrícolas
El Niño no radar Os preços do açúcar demerara ficaram no terreno negativo por quase toda a sessão de ontem na bolsa de Nova York, mas a reafirmação do alerta de El Niño para o segundo semestre por parte do escritório de meteorologia do governo australiano levou as cotações a fecharem em alta. Os contratos da commodity para entrega em outubro registraram leve valorização de 3 pontos, para 18,09 centavos de dólar por libra-peso. A alta não foi mais expressiva porque os investidores já consideravam a possibilidade de ocorrência do fenômeno climático. O escritório australiano estima 70% de chances de El Niño a partir de agosto, mas com curta duração. No mercado doméstico, o indicador do Cepea/Esalq para o açúcar cristal em São Paulo caiu 0,76%, para 50,79 a saca de 50 quilos.
Queda de braço Os contratos futuros do algodão com vencimento em outubro se mantiveram estáveis ontem na bolsa de Nova York e fecharam a 77,23 centavos de dólar por libra-peso, ante indicações "altistas" e baixistas" ligadas aos fundamentos do mercado da pluma. Enquanto nos EUA o plantio continua atrasado na comparação com anos anteriores, apesar do avanço semanal de 12 pontos percentuais, novas previsões indicam que a China deve continuar a reduzir suas importações da fibra, puxando para baixo o volume de comercialização mundial de algodão para 8 milhões de toneladas na safra 2014/15, segundo o Comitê Consultivo Internacional do Algodão (ICAC). No mercado interno, o indicador Cepea/Esalq para a pluma registrou leve aumento de 0,06% e chegou a R$ 1,9236 por libra-peso.
Quarta queda seguida Os preços do milho caíram pela quarta sessão seguida ontem na bolsa de Chicago, diante do avanço do plantio e do bom desenvolvimento das áreas já semeadas nos Estados Unidos. Os contratos para setembro caíram 5,25 centavos, a US$ 4,54 o bushel. O boletim semanal de acompanhamento de safra divulgado na segunda-feira pelo Departamento de Agricultura dos EUA (USDA) indicou que 95% da área estimada para o cultivo do grão já foi coberta, percentual acima da média histórica, e as lavouras que já emergiram estão, em sua maioria, em boas condições. O ritmo, porém, pode sofrer uma queda na reta final, se houver ocorrência de chuvas. No mercado doméstico, o dia foi de desvalorização. A saca do cereal no Paraná foi negociada em queda de 0,37%, a R$ 42,91, segundo o Deral/Seab.
A décima baixa Os futuros de trigo registraram ontem a décima sessão seguida de desvalorização na bolsa de Chicago, diante da melhora climática nos Estados Unidos e do aumento da oferta global do grão. Os papéis para setembro caíram 8,75 centavos, a US$ 6,23 o bushel. Em Kansas, onde se negocia o cereal de melhor qualidade, o mesmo vencimento recuou 11,25 centavos, a US$ 7,1575. As perspectivas de aumento da oferta vêm dos Estados Unidos, da Rússia e da Ucrânia. O dado mais recente veio do país ucraniano, que exportou 9 milhões de toneladas de trigo na temporada 2013/14, encerrada em 30 de maio deste ano. Além disso, a Rússia sinalizou que deve aumentar a produção do cereal. No mercado interno, o indicador Cepea/Esalq para o cereal caiu 0,13%, a R$ 796,51 a tonelada.