noticia 283686

11/06/2014

Commodities Agrícolas

 

Poucos negócios Os preços do algodão apresentaram resultado mistos ontem na bolsa de Nova York, na véspera da divulgação do novo relatório do Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA) com dados sobre oferta e demanda do produto. Os contratos para outubro tiveram baixo volume de negociações e fecharam em queda de 5 pontos, a 76,93 centavos de dólar por libra-peso, enquanto a maior parte dos demais contratos fechou em alta. Por enquanto, o mercado tem oscilado entre indicações sobre a queda na demanda externa e a situação das lavouras nos EUA. Até domingo, o plantio cobriu 89% da área estimada, ainda atrasado. No mercado doméstico, o indicador Cepea/Esalq para o algodão com pagamento em oito dias caiu 0,225, para R$ 1,9191 a libra-peso.

À espera do USDA A especulação sobre os dados que o Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA) divulgará hoje levou os contratos da soja com entrega em agosto a fecharem ontem na bolsa de Chicago com alta de 0,75 centavo, a US$ 13,9525 o bushel. O lote seguiu a tendência dos papéis com vencimento de mais longo prazo, que oscilaram diante das expectativas dos analistas de que o órgão reduzirá ligeiramente sua projeção para a safra americana, de 98,93 milhões de toneladas para 98,70 milhões de toneladas. Porém, as lavouras do país estavam, até domingo, em condições "boas" e "excelentes" em 74% da área plantada, e 71% já haviam inclusive emergido. No mercado interno, o indicador Cepea/Esalq para o grão no Paraná subiu 0,46%, para R$ 67,69 a saca de 60 quilos.

Chuvas nos EUA As cotações do trigo nas bolsas americanas recuaram sensivelmente ontem, ainda sob influência do clima úmido no sul dos Estados Unidos. Na bolsa de Chicago, os contratos do cereal para setembro fecharam com recuo de 11,75 centavos, a US$ 6,13 o bushel. Em Kansas, onde é negociado o trigo de melhor qualidade, os papéis do grão com o mesmo vencimento fecharam em baixa de 7,25 centavos, a US$ 7,295 o bushel. As chuvas são bem recebidas pelo mercado, após vários meses de seca. Porém, se o clima se mantiver dessa forma nas próximas semanas, a situação pode deixar de ser benéfica, já que pode atrasar a colheita, que deve iniciar em breve. No mercado interno, o preço médio do trigo apurado pelo Cepea/Esalq no Rio Grande do Sul caiu 0,59%, para R$ 602,39 a tonelada.

Desaceleração em SP O IqPR, índice de preços recebidos pelos produtores agropecuários de São Paulo pesquisado pelo Instituto de Economia Agrícola (IEA) - vinculado à Secretaria da Agricultura do Estado -, encerrou o mês de maio em alta de 0,65%. Segundo o IEA, apesar do aumento houve uma desaceleração após as altas expressivas em março e abril, diante de problemas climáticas. Entre os produtos em alta em maio, o tomate para mesa teve o maior reajuste, de 30,15%, seguido por cana-de-açúcar (5,03%), arroz (3,58%) e laranja para indústria (3,08%). Já os produtos que apresentaram as quedas mais fortes no mês foram laranja para mesa (28,55%), banana nanica (22,49%), batata (17,29%), ovos (13,05%) e feijão (12,72%). No período de 12 meses encerrado em maio, o IqPR registrou uma variação positiva de 18,39%

Tags
Commodites Agrícolas
Galeria: