Commodities Agrícolas
Foto: Divulgação Valor Econômico
Forte queda em NY Em mais um dia volátil, as cotações do café arábica fecharam com perdas significativas na sexta-feira na bolsa de Nova York. Os contratos do grão com vencimento em setembro fecharam com queda de 4,59%, ou 830 pontos, a US$ 1,7255 a libra-peso. As negociações começaram com leve alta, mas viraram para o lado negativo, puxadas pela realização de lucros dos investidores antes do fim de semana. Os analistas seguem atentos às estimativas de safra do Brasil, maior produtor e exportador da commodity. Embora a colheita esteja avançando no país, a avaliação é de que é preciso esperar o beneficiamento do grão, quando será possível verificar as perdas de produtividade. No mercado doméstico, o indicador Cepea/Esalq para o arábica caiu 2,85%, para R$ 388,37 a saca de 60 quilos.
Demanda intacta A avaliação de que a demanda por chocolate permanece incólume às recentes altas do cacau deu fôlego para uma disparada dos preços da amêndoa na bolsa de Nova York na sexta-feira. Os contratos com vencimento em setembro fecharam com alta de 2,69%, ou US$ 82, cotados a US$ 3.135 a tonelada - o maior patamar em 34 meses. Analistas têm destacado que, mesmo com os altos preços do cacau e da manteiga de cacau no último mês, o consumo não tem dado indicações de arrefecimento. O mercado tem sofrido forte atuação dos fundos especulativos, que ganharam margem de manobra após sucessivas divulgações de estimativas de déficit de oferta do produto. No mercado interno, os preços do cacau em Ilhéus/Itabuna têm ficado em torno de R$ 104 e R$ 107 a arroba.
À espera do USDA Após duas altas seguidas, os preços da soja voltaram-se para o lado negativo na bolsa de Chicago, uma sessão antes da divulgação dos dados trimestrais de estoque e área nos Estados Unidos. Os contratos do grão para agosto fecharam com retração de 3,75 centavos, cotados a US$ 13,78 por bushel. Os analistas acreditam que o Departamento de Agricultura do país (USDA) vá elevar sua estimativa de área plantada de 32 milhões para 33 milhões de hectares em relatório a ser divulgado hoje. Segundo Andrea Cordeiro, da Labhoro Corretora, acredita-se que áreas inundadas podem ter sido replantadas com soja nos últimas dias, já que a janela de plantio do milho encerrou-se. No mercado doméstico, o preço médio da saca no Paraná, apurado pelo Deral, ficou em R$ 61,05, alta de 0,76% no dia.
Chuvas no radar Os contratos futuros do trigo tiveram a terceira alta seguida na sexta-feira nas bolsas americanas. Em Chicago, os contratos do cereal com vencimento em setembro encerraram o pregão viva-voz com variação positiva de 1,53%, ou 9 centavos, a US$ 5,9375 o bushel, o maior patamar em seis dias. Em Kansas, onde é negociado o trigo de melhor qualidade, os contratos para setembro fecharam com alta de 7 centavos, negociados a US$ 7,2175 o bushel. Traders temem que as recentes chuvas no norte dos EUA afetem a qualidade do cereal de primavera. Também há expectativa de que os estoques no país tenham acumulado, até 1º de junho, um volume menor que em 2013. No mercado doméstico, o preço médio da tonelada no Rio Grande do Sul, apurado pelo Cepea/Esalq, caiu 2,07%, para R$ 572,54.