Commodities Agrícolas
Furacão nos EUA
Preocupações com um novo furacão na costa leste americana mantiveram os preços do suco de laranja concentrado e congelado (FCOJ, na sigla em inglês) no campo positivo ontem na bolsa de Nova York pela terceira sessão seguida. Os contratos para setembro fecharam com alta de 0,27%, ou 40 pontos, a US$ 1,485 por libra-peso. Os investidores temem que a tempestade tropical Arthur, que já se tornou um furacão, atinja a região produtora da Flórida, segundo maior parque citrícola do mundo. Previa-se que o furacão alcançaria a Carolina do Norte na noite passada. A incerteza sobre os efeitos climáticos nos pomares reverteram as perdas no início da sessão. No mercado spot paulista, o preço da laranja pêra in natura apurado pelo Cepea/Esalq recuou 2,73%, para R$ 9,61 a caixa de 40,8 quilos.
Quarta queda seguida
O mercado do algodão registrou a quarta queda seguida ontem na bolsa de Nova York, ainda refletindo as estimativas que indicam um cenário de oferta confortável na safra 2014/15. Os lotes para outubro fecharam em queda de 47 pontos, a 71,79 centavos de dólar por libra-peso. Desde segunda-feira, quando as cotações da fibra começaram a ceder, o contrato se desvalorizou em 3,37%, ou 251 pontos. Os Estados Unidos devem ter uma área plantada 9% maior na próxima temporada, segundo o Departamento de Agricultura (USDA), e o mundo deve ter estoques 6% mais cheios no fim de 2014/15, segundo o Comitê Consultivo Internacional do Algodão. No mercado doméstico, o indicador Cepea/Esalq para o algodão com pagamento em oito dias caiu 0,44%, para R$ 1,8841 a libra-peso.
Chuvas bem-vindas
A previsão do retorno das chuvas ao Meio-Oeste dos Estados Unidos ajudou a pressionar ontem os preços do milho na bolsa de Chicago, onde os contratos para setembro fecharam com queda de 2,75 centavos, a US$ 4,095 o bushel. As precipitações na região são positivas para as lavouras do grão, que estão em fase de polinização, sensível à umidade do tempo, assinalou a empresa de meteorologia DTN. Além disso, os estoques americanos estão altos e os produtores dos EUA estão a menos de um mês de colher uma nova safra recorde, apesar do recuo de área. Porém, a consultoria Informa Economics calcula que a safra do país terá uma ligeira queda de 1,4% ante o colhido em 2013/14. No mercado interno, o indicador Esalq/BM&FBovespa recuou 0,92%, para R$ 24,66 a saca de 60 quilos.
Dia de valorização
Os contratos de trigo negociados nas bolsas americanas registraram altas ontem, na contramão da maioria das commodities agrícolas. Em Chicago, os papéis com vencimento em setembro fecharam com avanço de 4 centavos, a US$ 5,795 o bushel. Em Kansas, onde é negociado o trigo de melhor qualidade, os papéis com igual vencimento fecharam a US$ 6,8725 o bushel, alta de 5,5 centavos. Há temores de que as chuvas previstas para o sul dos EUA atrasem ainda mais a colheita do trigo de inverno. Os preços também estão reagindo à notícia de que o cereal que está sendo colhido no Canadá está com qualidade inferior à esperada, disse Thadeu Silva, da FCStone. No mercado doméstico, o preço médio da tonelada do grão no Paraná apurado pelo Cepea/Esalq caiu 1,62%, a R$ 725,85.