Território Sertão do São Francisco lidera saldo de empregos em junho
No mês de junho de 2014, os territórios de identidade que geraram os maiores saldos de emprego foram Sertão do São Francisco (+975 postos), Bacia do Rio Grande (+658 postos) e Recôncavo (+324 postos). Em contrapartida, os territórios de identidade que obtiveram os piores desempenhos em termos de saldos de emprego foram Metropolitano de Salvador (-3.870 postos), Costa do Descobrimento (-395 postos) e Extremo Sul (-383 postos).
No território de identidade Sertão do São Francisco (+975 postos), os municípios que mais geraram empregos foram Juazeiro (+494 postos) e Casa Nova (+372 postos). Neste território de identidade, o setor de Agropecuária foi responsável pela criação de 839 novos postos de trabalho e o setor de Comércio por 94 novos postos.
O segundo território de identidade que mais contribuiu para o saldo de empregos no mês de junho foi Bacia do Rio Grande (+658 postos). A desagregação por municípios aponta São Desidério como o principal responsável pela geração de novos postos de trabalho neste território, com a criação de 439 empregos formais. O setor propulsor neste território foi a Agropecuária, tendo criado 452 novos postos de trabalho, seguido pela Indústria de Transformação, que gerou 341 novos postos.
O território do Recôncavo (+324 postos) obteve o terceiro maior saldo de empregos formais em junho deste ano e apresentou como principais polos de geração de novas oportunidades os municípios de Castro Alves (+344 postos), Santo Antônio de Jesus (+225 postos) e Muritiba (+209 postos). Em termos setoriais, o maior saldo de postos de trabalho ocorreu no setor de Agropecuária, mais especificamente 422 novos postos de trabalho. O setor Serviços criou 297 postos de trabalho no Recôncavo.
O território de identidade Metropolitano de Salvador (-3.870 postos) foi o de pior desempenho entre os vinte e sete territórios baianos de identidade no mês de junho de 2014. Neste território, os municípios com os piores saldos no mês foram: Salvador, com a supressão de 2.515 postos de trabalho; Lauro de Freitas, com o corte de 785 postos; e Camacari, com a eliminação de 393 postos de trabalho.
O território Costa do Descobrimento (-395 postos) foi o território com o segundo pior desempenho em junho. Isto se deve, principalmente, ao município de Eunapolis, que apresentou saldo negativo de 379 postos de trabalho. Em termos setoriais, o setor de Agropecuária apresentou o menor saldo no território, com 500 postos de trabalho suprimidos em junho de 2014.
O saldo negativo do território Extremo Sul (-383 postos), que ficou com o terceiro pior saldo entre os territórios de identidade em junho de 2014, pode ser associado, principalmente, ao mau desempenho dos municípios de Itamaraju (-229 postos), Teixeira de Freitas (-157 postos) e Prado (-138 postos), que juntos sofreram o corte de 524 postos de trabalho. O setor que mais influenciou negativamente para o resultado deste território de identidade foi o de Agropecuária, que arcou com a perda de 441 postos de trabalho em junho de 2014.
No acumulado dos seis meses iniciais do ano, os territórios de identidade que se destacaram como os maiores geradores de postos de trabalho foram: Sertão do São Francisco (+4.600 postos), Extremo Sul (+4.374 postos) e Metropolitano de Salvador (+3.898 postos). Por outro lado, entre os territórios de identidade que apresentaram os menores saldos nos seis primeiros meses do ano, encontra-se o Sertão Produtivo (-1.870 postos). O segundo menor saldo é o do território Médio Sudoeste da Bahia (-130 postos).
No território de identidade Sertão do São Francisco (+4.600 postos), o setor que impulsionou o mercado de trabalho formal local foi o da Indústria de Transformação, com a geração de 2.083 novos empregos celetistas. O setor de Agropecuária foi o principal responsável pela geração de empregos no território de identidade Extremo Sul (+4.374 postos), com a criação de 3.006 novos postos de trabalho, enquanto no território de identidade Metropolitano de Salvador (+3.898 postos), o setor de Serviços foi o que obteve maior saldo, com 8.142 postos de trabalho no acumulado do ano. O destaque negativo foi o setor de Comércio, pois fechou 3.427 postos de trabalho.
No território de identidade Sertão Produtivo (-1.870 postos), o setor de Construção Civil foi o principal responsável pelo saldo negativo apurado, já que eliminou 2.058 postos ao longo do ano. No Médio Sudoeste da Bahia (-130 postos), o setor de Construção Civil foi o de pior desempenho, com a redução de 172 postos de trabalho. O mau desempenho do mercado de trabalho formal no território de identidade Semiárido Nordeste II (+64 postos) foi influenciado pela Agropecuária, setor responsável pela redução de 248 postos de trabalho no acumulado do ano.