Commodities Agrícolas
Baixa demanda
Os preços do açúcar demerara na bolsa de Nova York caíram pela quarta sessão consecutiva ontem. Os lotes para março de 2015 fecharam com recuo de 16 pontos, a 17,97 centavos de dólar por libra-peso. As previsões climáticas para o Centro-Sul indicam que o tempo deve continuar seco nos próximos dias, o que favorece o avanço da colheita de cana. Os compradores, ainda com estoques bem abastecidos, preferem evitar realizar negócios no mercado futuro. A baixa demanda tem aberto espaço para sucessivas desvalorizações dos contratos. Há temores, porém, de um atraso do início da safra na Índia por causa de um impasse entre produtores e usinas. No mercado doméstico, o indicador Cepea/Esalq para o açúcar cristal em São Paulo recuou 0,04%, para R$ 45,80 a saca de 50 quilos.
Condições estáveis
A manutenção das boas condições das lavouras de soja nos EUA, mesmo após uma semana de escassez de chuvas no cinturão produtor, provocou o recuo das cotações da oleaginosa em Chicago ontem. Os lotes com entrega em setembro fecharam em queda de 13,75 centavos, a US$ 10,815 o bushel. Na segunda-feira, o Departamento de Agricultura dos EUA (USDA) manteve 71% dos plantios classificados em situação boa a excelente, o que surpreendeu os analistas. Com previsões de precipitações para áreas do Meio-Oeste americano nesta semana, crescem as perspectivas de bom desenvolvimento das plantações nos próximos dias. No mercado doméstico, o indicador Cepea/Esalq para a soja em Paranaguá registrou baixa de 1,15%, para R$ 66,08 a saca de 60 quilos.
Previsão de chuva
A previsão de clima mais úmido esta semana no cinturão produtor dos EUA pressionou as cotações do milho ontem na bolsa de Chicago. Os contratos para dezembro fecharam em queda de 2 centavos, a US$ 3,6725 o bushel. A agência de meteorologia DTN prevê que as partes oeste e central do Meio-Oeste americano terão chuvas fortes nos próximos dias, o que deve adicionar boa dose de umidade às áreas plantadas. Na semana passada, houve uma leve piora na qualidade das lavouras do país, por causa da falta de chuvas. Ontem, a Informa Economics revisou para baixo sua projeção para a safra de milho dos EUA, para 355,30 milhões de toneladas em 2014/15. No mercado interno, o indicador Esalq/BM&FBovespa para a saca de 60 quilos do grão apresentou baixa de 0,7%, a R$ 22,72.
Reação da demanda
O trigo registrou ontem a quinta sessão consecutiva de valorização, com a perspectiva de que a demanda internacional deve se voltar aos EUA. Na bolsa de Chicago, os contratos do cereal com vencimento em dezembro fecharam com alta de 8,25 centavos, a US$ 5,7275 o bushel. Em Kansas, onde é negociado o trigo de melhor qualidade, os papéis com o mesmo vencimento encerraram a sessão com elevação de 5,50 centavos, a US$ 6,56 o bushel. As chuvas que têm caído em áreas produtoras na Europa, principalmente na Alemanha, França e Polônia, devem prejudicar a qualidade do trigo, e os consumidores internacionais já se voltam à oferta americana. No mercado interno, o preço médio do cereal no Paraná apurado pelo Cepea/Esalq caiu 1,06%, para R$ 614,29 a tonelada.