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25/08/2014

Commodities Agrícolas

 

Recuo técnico 

Os investidores do mercado de café arábica na bolsa de Nova York operaram de maneira defensiva na sexta-feira, à espera de novas previsões climáticas no Brasil. Os contratos com vencimento em dezembro na bolsa americana encerraram a sessão com queda de 1,19%, ou 225 pontos, a US$ 1,8735 a libra-peso. Os operadores preferiram embolsar os ganhos do dia anterior. As previsões até o momento indicam que o clima deve continuar quente e seco na área produtora do Sudeste, o que é desfavorável à florada da próxima safra. Grupos privados já começam a fazer suas estimativas para a produção de café em 2015/16. A maior parte das torrefadoras elevaram seus preços em cerca de 9%. No mercado doméstico, o indicador Cepea/Esalq para o arábica caiu 0,15%, a R$ 422,18 a saca.

Preocupações com EUA 

Os preços do algodão registraram o quarto fechamento em alta na bolsa de Nova York na sexta-feira, sustentados pelo clima seco no sul dos Estados Unidos, onde se concentra a maior parte da produção do país. Os contratos da pluma para entrega em dezembro fecharam com elevação de 0,39%, ou 26 pontos, a 66,18 centavos de dólar por libra-peso. A empresa de meteorologia DTN previu que as planícies do sul iriam continuar expostas ao clima quente e seco até o início desta semana, quando o tempo deve virar. Estima-se que as lavouras possam ter perdido qualidade novamente, o que será indicado hoje pelo USDA após o fechamento. No mercado doméstico, o indicador Cepea/Esalq para o algodão com pagamento em oito dias subiu 0,79%, para R$ 1,7245 por libra-peso.

Alta em Chicago 

Os contratos futuros do milho subiram na bolsa de Chicago na sexta-feira ante incertezas sobre a produtividade das lavouras do cereal nos Estados Unidos. Os contratos para entrega em dezembro fecharam com alta de 2,5 centavos, a US$ 3,715 o bushel. A expedição Pro Farmer, que visitou fazendas do país nos últimos dias, mostrou que o índice de produtividade em Iowa, principal produtor no país, deve ficar em 178,75 bushels por acre, ante 185 bushels por acre estimado pelo USDA. Segundo os técnicos, a falta de umidade necessária nos últimos dias reduziu o potencial produtivo do Estado. Além disso, o acirramento cada vez maior do conflito entre Ucrânia e Rússia também influenciou o mercado. O indicador Esalq/ BM&FBovespa recuou 0,09%, para R$ 22,64 a saca na sexta-feira.

Rússia x Ucrânia 

Mais uma vez o acirramento do conflito entre Ucrânia e Rússia assustou os operadores do mercado do trigo e impulsionou os preços do cereal nas bolsas americanas. Em Chicago, os lotes do produto para entrega em dezembro fecharam com alta de 6,75 centavos, a US$ 5,6225 o bushel. Em Kansas, onde é negociado o trigo de melhor qualidade, os contratos com igual vencimento subiram 11,75 centavos, para US$ 6,44 o bushel. A possibilidade de um conflito direto entre os dois países reacende o temor dos investidores de um aumento nas dificuldades para a exportar a partir do Mar Negro. Isso direcionaria os consumidores para o produto dos Estados Unidos. No mercado interno, o preço médio do trigo no Paraná apurado pelo Cepea/Esalq teve queda de 0,66%, para R$ 478,77 a tonelada.

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