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28/08/2014

Commodities Agrícolas

 

Estoques elevados

As cotações do açúcar demerara subiram fortemente na primeira metade da sessão de ontem em Nova York, mas vendas dos fundos diante da elevada oferta levaram a commodity ao campo negativo. Os lotes para entrega em março de 2015 fecharam com queda de 13 pontos, cotados a 17,50 centavos de dólar por libra-peso. Inicialmente, os preços do açúcar seguiram o movimento de alta do dia anterior impulsionados pelas novas projeções da Unica, mais pessimistas para a safra brasileira. Porém, os elevados estoques que estão na mão dos produtores e compradores continuam impondo um teto para a valorização da commodity. No mercado doméstico, o indicador Cepea/Esalq para o açúcar cristal em São Paulo teve queda de 0,2%, para R$ 45,38 a saca de 50 quilos.

Queda modesta

Pelo segundo dia seguido, os preços do cacau fecharam com uma leve oscilação para baixo em Nova York pressionados por uma acomodação de investidores, embora a demanda aquecida tenha recentemente elevado as cotações ao maior patamar em três anos. Dezembro fechou ontem com queda de US$ 5, a US$ 3.211 a tonelada. Apesar das incertezas em relação à epidemia de Ebola perto dos centros produtores do oeste da África, o início da colheita tende a exercer pressão de baixa. Na Nigéria, o segundo maior Estado produtor do país (Cross River) iniciou os trabalhos da safra 2014/15. Estima-se que a produção local cresça 15%. No mercado interno, a arroba do cacau em Ilhéus e Itabuna foi negociada, em média, por R$ 108, segundo a Central Nacional de Produtores de Cacau.

Pressão das chuvas

Seguidas previsões de chuva para o cinturão produtor dos Estados Unidos têm aumentado a pressão sobre os preços da soja na bolsa de Chicago, que ontem encerraram em queda pelo terceiro dia consecutivo. Os contratos para novembro fecharam em baixa de 4,25 centavos, a US$ 10,2375 por bushel. A empresa de meteorologia DTN previu chuvas fortes no Meio-Oeste americano nos próximos cinco a nove dias, principalmente em Iowa e Nebraska, onde há risco de alguns alagamentos. Porém, a previsão geral é de tempo seco e temperaturas altas na semana seguinte, o que pode amenizar o excesso de umidade e deixar o solo pronto para a colheita. No mercado interno, o indicador Cepea/Esalq para a oleaginosa no Paraná registrou queda de 0,41%, para R$ 62,95 a saca.

Fatores externos

As cotações do trigo avançaram ontem nas bolsas americanas ante recompras técnicas e preocupações com o cenário na Europa. Em Chicago, os contratos para entrega em dezembro fecharam em alta de 5,75 centavos, a US$ 5,6225 o bushel. Em Kansas, onde é negociado o trigo de melhor qualidade, os papéis com o mesmo prazo de entrega fecharam com elevação de 6,25 centavos, a US$ 6,38 o bushel. Parte dos analistas cita novamente o conflito entre Ucrânia e Rússia como um fator "altista", enquanto outros dizem que o movimento está relacionado às preocupações com a qualidade do trigo que está sendo colhido na Europa central, após chuvas em excesso. No mercado doméstico, o preço médio da tonelada apurado pelo Cepea/Esalq para o Paraná caiu 1,14%, a R$ 565,88.

 

 

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