Produtores de flores da Bahia querem investimentos
A Bahia possui condições ideais para a produção de flores e plantas ornamentais, com uma diversidade de clima e solo variando desde o semi-árido e o cerrado, até o úmido e sub-úmido, o que permite amplas possibilidades de inúmeros cultivos de espécies nativas e exóticas. Mas problemas climáticos, falta de estrutura logística que dificulta a comercialização da produção e a deficiência da assistência técnica disponível travam o crescimento do setor.
Entre a década de 1990 e o ano de 2000, o estado produzia pouco mais de 3% das flores que consumia. Mas a partir de 2003, o setor experimentou um grande crescimento através de iniciativas da câmara técnica da então Secretaria de Agricultura, Irrigação e Reforma Agrária, como o programa "Flores da Bahia", e da participação do Sebrae que chegou a ter um gerente estadual de floricultura em Jequié.
Estas iniciativas fizeram com que a Bahia alcançasse os atuais 30% de produção contra 70% do que ainda exporta de grandes centros como São Paulo. O fim da câmara técnica e o encerramento das atividades do Sebrae neste segmento no estado, reduziram este crescimento.
Numa tentativa de retomar o incremento da produção baiana e no âmbito do projeto "Quintais Produtivos", que existe desde 2012, será realizado pela Secretaria da Agricultura, Pecuária, Irrigação, Reforma Agrária, Pesca e Aquicultura (Seagri) o curso "Gestão e Manejo Tecnológico de Flores", em Maracás, um dos maiores polos de produção no estado.
O curso acontece entre os dias 17 e 19 de setembro, prosseguindo nos dias 24 e 25 deste mês, na cidade situada a 365 km de Salvador.