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23/09/2014

Commodities Agrícolas

 

Dólar e oferta A alta do dólar e os fundamentos do mercado do açúcar pressionaram os contratos de segunda posição da commodity ontem na bolsa de Nova York. Os lotes para março de 2015 fecharam com recuo de 16 pontos, a 15,64 centavos de dólar por libra-peso. A oferta ainda elevada nos estoques internacionais e a baixa demanda nos países consumidores continuam adicionando pressão ao mercado. Além disso, a recente rolagem de posições entre os lotes de outubro e março aumentou o volume de açúcar carregado para o início do próximo ano. Apenas no Brasil, cerca de 1 milhão de toneladas foram comprometidas para entrega no primeiro trimestre, avalia Ana Carolina Ferraz, da Czarnikow. No mercado interno, o indicador Cepea/ Esalq para o açúcar cristal em São Paulo caiu 0,43%, a R$ 44,24 a saca de 50 kg.

Ainda, o ebola O mercado do cacau na bolsa de Nova York iniciou a semana ainda influenciado por especulações sobre eventuais efeitos da epidemia de ebola na produção e exportação da amêndoa no oeste da África, embora nenhum problema nesse sentido tenha ocorrido até agora. Os lotes para entrega em março fecharam com alta de US$ 62, a US$ 3.279 a tonelada. Não foi registrado nenhum caso do vírus na Costa do Marfim, maior produtor de cacau do mundo, mas o país faz fronteira com Guiné e Libéria, onde a epidemia está fora de controle. As preocupações alimentaram o apetite dos fundos, que liquidaram posições vendidas e fizeram novas compras. O preço médio da arroba do cacau em Ilhéus/Itabuna ficou em R$ 112 ontem, segundo a Central Nacional de Produtores de Cacau.

Cota da China A redução da cota de importações de algodão em 2015 anunciada pelo governo da China derrubou os futuros da pluma ontem na bolsa de Nova York. Os lotes para dezembro fecharam a 62,59 centavos de dólar a libra-peso, o menor valor em quase cinco anos, com recuo de 2,8% (180 pontos). No próximo ano, o país importará no máximo 894 mil toneladas de algodão sem taxas, de acordo com acerto com a Organização Mundial do Comércio (OMC). O objetivo é reduzir os estoques internos formados nos últimos anos. Embora uma medida dessas já fosse esperada, a decisão teve forte impacto porque a China é o maior comprador de fibra do mundo. No mercado doméstico, o indicador Cepea/Esalq para a pluma com pagamento em oito dias recuou 0,02%, para R$ 1,6826 a libra-peso.

Leve respiro Os futuros do trigo tiveram ligeira alta ontem nas bolsas dos EUA, apesar das fortes pressões baixistas por conta da oferta global elevada. Em Chicago, os lotes para março de 2015 subiram 1,5 centavo, para R$ 4,895 o bushel. Em Kansas, onde é negociado o trigo de melhor qualidade, os contratos com o mesmo vencimento subiram 0,75 centavo, a US$ 5,6525 o bushel. O mercado ganhou impulso após o Egito, maior importador global do cereal, acertar a compra de 55 mil toneladas de trigo dos EUA. Segundo analistas, o negócio foi resultado da forte queda das cotações no país, o que fez o produto ficar mais atrativo que o trigo da Rússia e da França. Porém, os estoques continuam em alta. Ontem, o preço médio no Paraná caiu 1,29%, para R$ 29,83 a saca, segundo o Deral/Seab.

 

 

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