Commodities Agrícolas
Preço mais salgado
Os preços do açúcar iniciaram a semana mantendo a tendência dos últimos dias e fecharam em alta, diante de recompras técnicas e comerciais. Na bolsa de Nova York, os lotes para março de 2015 fecharam a 16,80 centavos de dólar por libra-peso, elevação de 24 pontos ante a sessão passada. Os baixos preços atraíram compradores e provocaram coberturas de posições vendidas por parte dos fundos. Além disso, a Tailândia deve entregar menos lotes na bolsa que o estimado, e há possibilidade de o açúcar do Centro-Sul do Brasil ser entregue. Isso reduziria o estoque interno no país, o que também deu suporte às negociações, segundo Bruno Lima, da FCStone. No mercado doméstico, o indicador Cepea/Esalq para o açúcar cristal em São Paulo subiu 1,43%, para R$ 45,47 a saca.
Incerteza com clima
Os preços do café arábica negociado na bolsa de Nova York encontraram mais um impulso ontem após um fim de semana com chuvas abaixo do esperado no Sudeste do Brasil. Os contratos de café para março de 2015 fecharam a US$ 1,954 a libra-peso, elevação de 515 pontos. Os mapas meteorológicos apontam para a possibilidade de chuvas nos próximos dias na região produtora, mas ainda de intensidade incerta. Por enquanto, as precipitações têm sido insuficientes para atenuar o déficit hídrico pelo qual passam os cafezais do país desde o início do ano e ainda há preocupações com possíveis prejuízos ao potencial produtivo da próxima temporada. No mercado doméstico, o preço do café de boa qualidade apurado pelo Escritório Carvalhaes ficou entre R$ 460 e R$ 470 a saca de 60,5 quilos.
À espera do USDA
A pressão sobre a soja negociada na bolsa de Chicago foi quebrada ontem por um reposicionamento dos investidores à espera de novos dados do USDA. Os lotes da oleaginosa com vencimento em janeiro fecharam a US$ 9,3225 o bushel, com alta de 13,50 centavos. Hoje, o órgão americano divulga estimativa para os estoques de passagem entre a safra 2013/14 e 2014/15, feita em 1º de setembro. Há expectativas de que o balanço tenha ficado em 3,53 milhões de toneladas. Apesar do volume historicamente baixo, analistas dizem que a expectativa serviu apenas para reposicionamento dos fundos, uma vez que a nova safra começa a entrar no mercado e o dado já tem pouco impacto. No mercado interno, o indicador Cepea/Esalq para a saca em Paranaguá caiu 1,04%, para R$ 61,17.
Valorização nos EUA
As cotações do trigo subiram ontem nas bolsas americanas entre movimentos técnicos e preocupações pontuais com a oferta global. Em Chicago, os lotes para março de 2015 fecharam em US$ 4,94 o bushel, alta de 6,5 centavos. Em Kansas, onde é negociado o trigo de melhor qualidade, os papéis com igual vencimento subiram 3,25 centavos, a US$ 5,7025 o bushel. Há preocupações com a Austrália, onde as plantações se desenvolvem em meio a um clima ainda seco. Já na Europa, o problema é o excesso de chuvas. Os traders também estão atentos à descoberta do USDA de uma variedade transgênica que foi utilizada em uma lavoura pela Universidade Estadual de Montana. No mercado interno, o preço médio do trigo no Paraná subiu 0,2%, para R$ 29,75 a saca, segundo o Deral/Seab.