Commodities Agrícolas
Realização de lucros Os preços do cacau oscilaram sem uma direção definida na bolsa de Nova York e fecharam em queda ontem, em uma nova busca dos fundos por realizar lucros anteriores. Os lotes para março de 2015 fecharam com queda de US$ 5, a US$ 3.259 por tonelada. Após o forte "rali" ocorrido nas últimas semanas diante das especulações em torno dos efeitos da epidemia de ebola nas vendas do cacau, o mercado tem oscilado com movimentos técnicos. Os traders esperam agora novas notícias de fundamento, já que, neste mês, tem início a colheita da safra principal do ciclo 2014/15 na Costa do Marfim, maior produtor mundial da amêndoa. No mercado doméstico, o preço médio do produto em Ilhéus e Itabuna ficou em R$ 116 a arroba, segundo a Central Nacional de Produtores de Cacau.
Medo de furacão Apesar do consumo em baixa nos EUA, os futuros do suco de laranja subiram pelo terceiro dia seguido na bolsa de Nova York ontem. Os lotes para janeiro fecharam em US$ 1,46 a libra-peso, alta de 100 pontos. Ainda há sustentação por conta do período de furacões na costa leste dos EUA, pois tempestades já causaram prejuízos à produção da Flórida. Analistas acreditam que o risco de furacões estimula a especulação e que os preços devem continuar altos com o início do inverno e temores sobre geadas. Também há otimismo com o novo personagem de história em quadrinhos "Capitão Citrus", criado para estimular o consumo de suco nos EUA. No mercado interno, o preço da laranja para a indústria apurado pelo Cepea/ Esalq ficou estável em R$ 10,21 a caixa de 40,8 quilos.
De grão em grão A perspectiva de uma safra recorde na temporada atual voltou a pesar sobre os contratos de soja na bolsa de Chicago ontem, apesar dos apertados estoques nos EUA na transição de safra. Os lotes da oleaginosa para janeiro de 2015 fecharam em US$ 9,2125 o bushel, queda de 11 centavos. Ontem, o USDA informou que calculou um volume de 2,5 milhões de toneladas do grão na passagem da safra 2013/14 para a 2014/15, abaixo da expectativa de 3,5 milhões de toneladas. Para Pedro Dejneka, da consultoria AGR Brasil, "o USDA deve estar bem confiante no potencial tamanho da nova safra para registrar um número de estoques de passagem tão baixo". No mercado doméstico, o indicador Cepea/Esalq para a soja em Paranaguá permaneceu estável em R$ 61,17 a saca.
Milhões em estoque A indicação de que havia mais milho em estoque nos EUA do que o imaginado e de que as lavouras no país estão em boas condições conduziram os preços do grão ao campo negativo ontem na bolsa de Chicago. Os lotes para março de 2015 fecharam a US$ 3,335 o bushel, recuo de 5 centavos. O USDA informou ontem que havia 31,38 milhões de toneladas em 1º de setembro, na passagem da safra 2013/14 para a 2014/15. O volume é 50,4% maior que o registrado no mesmo dia do ano passado. No ciclo atual, a colheita está com leve atraso, mas as lavouras estão em condições acima da média para esta época do ano, o que também ajudou a pressionar as cotações. No mercado doméstico, o indicador Esalq/ BM&Bovespa para o milho recuou 0,63%, para R$ 22,02 a saca.