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02/10/2014

Commodities Agrícolas

Estoques ainda altos Os preços do açúcar demerara recuaram ontem na bolsa de Nova York diante da percepção de estoques ainda elevados no mundo e sob pressão da alta do dólar. Os lotes para maio de 2015 fecharam a 16,36 centavos de dólar a libra-peso, recuo de 33 pontos. As entregas dos lotes de outubro foram as menores desde 2011, o que sinaliza que a demanda pode voltar em breve. Além disso, a Tailândia também conseguiu vender volume significativos de seu produto no mercado físico. Porém, analistas avaliam que ainda há muito açúcar disponível entre vendedores e compradores. "O cenário de médio prazo que existia antes da entrega permanece", avalia Bruno Lima, da FCStone. No mercado doméstico, o indicador Cepea/Esalq para o açúcar cristal em São Paulo caiu 0,24%, para R$ 45,46 a saca de 50 quilos.

Chuva e especulação O mercado do café rompeu ontem a barreira "psicológica" dos US$ 2 por libra-peso na bolsa de Nova York com especulações sobre potenciais prejuízos para a safra 2015/16 por causa do clima seco no Brasil. Os lotes do arábica para março de 2015 fecharam a US$ 2,045 a libra-peso, avanço de 705 pontos. Não há previsão de chuvas significativas para a região produtora do país nos próximos dias. Se a estiagem se prolongar em outubro, as floradas ocorridas até agora podem em parte ser abortadas. O clima de incerteza está deixando os produtores mais retraídos, reduzindo a oferta imediata e abrindo espaço para a especulação dos fundos. No mercado interno, o preço do café de boa qualidade apurado pelo Escritório Carvalhaes foi negociado entre R$ 480 e R$ 490 a saca de 60,5 quilos.

Forte queda A disparada dos preços do cacau nas últimas duas semanas não se sustentou. Ontem, os contratos da amêndoa para março de 2015 negociados na bolsa de Nova York fecharam com queda de US$ 117, a US$ 3.142 a tonelada. Os fundos especulativos buscaram realizar os lucros de setembro. Os temores de um avanço do ebola sobre os países produtores na África não se concretizaram até o momento, tirando o "prêmio de risco" sobre os negócios. Houve pressão também da Costa do Marfim, onde as entradas de cacau nos portos subiram para 1,7 milhão de toneladas em 2013/14. Além disso, o governo marfinense aumentou o preço mínimo de intervenção, o que pode elevar a entrada de recursos no mercado local. Internamente, a arroba em Ilhéus/Itabuna caiu para R$ 113, de acordo com a Central Nacional de Produtores de Cacau.

Movimento técnico Os preços do algodão subiram ontem na bolsa de Nova York, recuperando-se do menor patamar em cinco anos registrado no fechamento de terça-feira. Os lotes para dezembro fecharam com alta de 79 pontos, a 62,16 centavos de dólar por libra-peso. A valorização foi mais de caráter técnico, em um movimento dos fundos de recompra de posições, do que impulsionada pelos fundamentos. Os estoques globais continuam elevados e ainda há um sentimento "baixista" no mercado por causa da indicação da China de redução das importações em 2015. A alta do dólar no mercado também reduz o potencial de valorização dos futuros da pluma. No mercado doméstico, o indicador Cepea/ Esalq para o algodão com pagamento em oito dias caiu 0,33%, para R$ 1,6661 a libra-peso.

 

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