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02/10/2014

Brasil, o gigante do agronegócio

 

 

Nas últimas quatro décadas, o Brasil passou de importador a segundo maior exportador de produtos agropecuários do planeta. De acordo com a Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA), ao longo desse período, o país triplicou a produtividade da terra, tornando-se “um gigante do agronegócio”. Hoje, o setor responde por 23% do Produto Interno Bruto, 27% dos empregos e 44% das exportações brasileiras.

Segundo o Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa), o Brasil é o terceiro maior produtor mundial de frangos e possui o segundo maior rebanho bovino do mundo, com mais de 211 milhões de cabeças de gado. O país também é líder na produção e exportação de café, açúcar, etanol de cana-de-açúcar e suco de laranja. Além disso, ocupa o topo do ranking das vendas externas do complexo soja (farelo, óleo e grão). O século 21 registra o grande salto do setor. Segundo a última projeção feita pelo Mapa, a produção de grãos deverá passar de 100 milhões de toneladas, em 2000, para 193,8 milhões de toneladas neste ano. A área total plantada – hoje, de 67 milhões de hectares – será de 75 milhões de hectares em 2023, de acordo com o ministério. Só a soja deve ocupar quase 7 milhões de hectares. Com isso, a expectativa é que, nos próximos dez anos, a produção do grão cresça 20%.

O fato de o setor ter ganhado economia de escala contribuiu para essa evolução. O plantio passou a ser feito em grandes propriedades, os fazendeiros se profissionalizaram e a indústria de equipamentos agrícolas se expandiu. “Foram adotadas novas técnicas de produção, como o plantio direto com rotação de culturas, o que permitiu ao produtor colher duas safras por ano”, diz Ivan Wedekin, diretor-geral da Bolsa Brasileira de Mercadorias. Segundo a Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa), insumos como sementes, fertilizantes e defensivos foram responsáveis por quase 70% do crescimento da produção agrícola nas últimas décadas. 

Para que as projeções de crescimento se concretizem, o Brasil terá que resolver gargalos na área de infraestrutura. O governo, que já retomou os leilões de concessão de rodovias e de portos, começa agora a rever o modelo de concessões do setor ferroviário. Mais um passo importante para que o país preserve o merecido título de “gigante do agronegócio”.

 

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