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02/10/2014

Cacauicultor amplia investimentos, garante título e melhora produção
 

Durante as comemorações do Dia Internacional do Cacau, a Ceplac tradicionalmente presta homenagem a um produtor considerado exemplo para outros. Em 2014, o escolhido como cacauicultor do ano foi Rui Benjoíno, do município de Ubatã. Rui, que além de cacauicultor é empresário, afirma que o trabalho com a fruticultura começou em 1983 com a criação da Nutricau. Após algum tempo, houve a necessidade de fazer um melhoramento na área de cacau e diversificar a produção, introduzindo outras polpas com as frutas produzidas na propriedade.

Rui Benjoíno conta que sua história com a produção de cacau é antiga e que herdou do pai o desejo de continuar na agricultura. “A partir do momento em que começamos a trabalhar com o cacau e que veio aquela crise, tomamos a iniciativa de modificar o nosso sistema de trabalho. Começamos a clonar todas as áreas e depois vimos que tínhamos feito tudo errado, porque inda não era um material selecionado, auto compatível e não era realmente resistente à vassoura-de-bruxa. Então tivemos que começar tudo de novo e esse recomeço veio de uns cinco anos pra cá. Foi quando resolvemos fazer as coisas de forma mais profissional. Contratamos um técnico, passamos a ter uma equipe qualificada e passamos a usar produtos que nos dão um suporte, como adubos e inseticidas”, afirma.

A partir de então, segundo o cacauicultor, outros materiais foram selecionados e começou a reclonagem de toda área, ao mesmo tempo em que novas culturas eram introduzidas, como cupuaçu, acerola, cajá e pitanga. “Tem todo um conjunto de ações que vem sendo feitas”, destaca.

Rui tem uma área de 35 hectares de cacau e algumas delas produzem uma média de 60 arrobas. Para ele, essa quantidade ainda não está dentro do planejado, mas espera, daqui a alguns anos, ter uma produção satisfatória. “Está muito longe do que a gente planeja, até porque é um trabalho que começou há pouco tempo com materiais novos e que venham dar resultados. A gente aguarda, em nível de planejamento, que mais ou menos em 2017 já estejamos com uma produção bastante satisfatória”, conta.

Foram todos esses investimentos em pessoal e produtos que garantiram a Rui Benjoíno o título de melhor cacauicultor do ano. Ele afirma que se sente feliz com a homenagem e o reconhecimento da Ceplac. “No momento em que nós precisamos, a Ceplac nos acolheu muito bem. Ela observou que a gente vem fazendo um trabalho intensivo para recuperar a nossa área de cacau e não continuar na monocultura, fazendo um trabalho de diversificação e que ao mesmo tempo venha nos dar uma sustentabilidade. Diante disso, o pessoal da Ceplac resolveu nos dar esse prêmio, então a gente fica muito feliz por esse reconhecimento do nosso trabalho.

Sobre o futuro da cacauicultura na região, Rui revela que é otimista. “Acredito que aquele que fizer o dever de casa, o que fizer realmente a coisa certa, bons dias virão. Tem toda uma tecnologia que precisa ser aplicada. O agricultor tem que passar a ser um empreendedor, um empresário realmente, passar a fazer contas. A partir do momento em que ele passar a fazer contas, verificar a margem para investir, ele tem que continuar investindo. Eu sou otimista com relação a isso”, destaca.

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