Commodities Agrícolas
À espera da Unica
À espera de dados sobre a moagem de cana no Centro-Sul do Brasil, os preços do açúcar tiveram leve baixa na bolsa de Nova York ontem. Os contratos futuros com vencimento em maio encerraram o pregão negociados a 17,14 centavos de dólar por libra-peso, ligeiro recuo de 8 pontos. Conforme analistas, os traders aguardam os dados de moagem de cana na segunda quinzena de setembro, que serão divulgados hoje pela Unica. As apostas do mercado para o volume de açúcar produzido no período já assumem que a colheita está chegando ao fim e que a cana está sendo cada vez mais direcionada à produção de etanol. As estimativas para o dado giram entre 29 milhões e 36 milhões de toneladas. Em São Paulo, o indicador Cepea/Esalq para o açúcar cristal ficou em R$ 46,68 a saca de 50 quilos, valorização de 0,33%.
Início de safra
O início da colheita da safra principal da temporada 2014/15 de cacau no oeste da África começou a fazer efeito nas negociações dos futuros da amêndoa na bolsa de Nova York, num momento em que as especulações sobre os impactos do ebola sobre a comercialização da commodity perderam força. Ontem, os lotes de cacau para entrega em março encerraram o pregão negociados a US$ 3.020 a tonelada, queda de US$ 14. Conforme analistas, esse recuo reflete a expectativa de colheitas recorde em Gana e em Costa do Marfim, países que respondem por dois terços da produção mundial de cacau. No oeste da África, o clima tende a se manter favorável ao desenvolvimento das lavouras e à colheita nos próximos dias. Em Ilhéus e Itabuna, na Bahia, o preço médio do cacau caiu 2,8% para R$ 104 a arroba.
Clima favorável
Pressionadas pela expectativa de clima favorável para a colheita nos EUA, as cotações da soja recuaram ontem na bolsa de Chicago. Os contratos futuros com entrega em janeiro fecharam o pregão negociados a US$ 9,4350 por bushel, desvalorização de 5,75 centavos de dólar. Nesta semana, as regiões norte e noroeste do cinturão produtor dos EUA, que abrigam mais da metade das plantações do Meio-Oeste americano, deverão ter um clima seco e favorável ao avanço das máquinas nos campos, de acordo com a empresa de meteorologia DTN. Neste momento, porém, a colheita ainda está atrasada na comparação com o mesmo período da safra passada. No mercado doméstico, o indicador Cepea/Esalq para as cotações da soja entregue no porto de Paranaguá ficou estável, a R$ 61,17 a saca de 60 quilos.
Colheita atrasada
Na contramão do que aponta o quadro global de oferta e demanda, os preços do milho voltaram a subir na bolsa de Chicago ontem. Os contratos futuros da commodity com entrega em março encerraram a sessão a US$ 3,565 por bushel, alta de 3 centavos de dólar. No mercado, a valorização do milho nos últimos dias reflete a preocupação com o atraso na colheita nos EUA. Até domingo passado, os trabalhos estavam atrasados em 15 pontos percentuais ante a média das últimas cinco safras e haviam atingido 17% da área plantada. Apesar desses temores, a expectativa é que a recomposição de oferta global de milho, que já provocou forte baixa nas cotações do grão neste ano, se confirme. No mercado doméstico o indicador Esalq /BM&FBovespa para o milho ficou R$ 22,04 a saca ontem, alta de 1,15%.