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06/11/2014

SEI e Dieese divulgam o estudo Trabalho, renda e arranjos familiares na RMFS

 

A Superintendência de Estudos Econômicos e Sociais da Bahia (SEI/Seplan) e o Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos (Dieese) divulgam hoje (5/11) o boletim Trabalho, renda e arranjos familiares na Região Metropolitana de Feira de Santana, realizado com base nas informações coletadas pela Pesquisa de Emprego e Desemprego na Região Metropolitana de Feira de Santana (PED-RMFS), entre julho e outubro de 2013. O trabalho aponta que, no período analisado, as famílias da RMFS possuíam um tamanho médio de 3,1 pessoas, sendo que as famílias menos numerosas, na média, encontravam-se no grupo de maior renda familiar per capita (2,5 pessoas) e as mais numerosas no grupo de menor renda familiar per capita (3,5 pessoas).

O estudo tem como objetivo compreender melhor as configurações da família e do trabalho na RMFS, composta pelos municípios de Amélia Rodrigues, Conceição da Feira, Conceição do Jacuípe, Feira de Santana, São Gonçalo dos Campos e Tanquinho. Segundo o boletim “a análise do rendimento familiar é particularmente relevante para avaliar o nível de bem-estar das famílias e o acesso a bens e serviços básicos, o que depende da inserção produtiva e, em boa medida, do nível de rendimento de seus membros. Isso porque é na esfera familiar que são escolhidas as estratégias de reprodução e sobrevivência.”.

Os resultados apontam que a maior parte dos arranjos familiares na região se caracteriza por núcleos familiares tradicionais, ou seja, por famílias constituídas por casais com filhos (36,4%), seguido do arranjo Outra, que inclui famílias com presença de outros parentes ou agregados (22,0%). Vale mencionar ainda a relevância de arranjos com casal sem filhos (13,3%), monoparental feminina (13,3%) e unipessoal (13,7%).

Um indicador relevante na caracterização das famílias refere-se à chefia, ou seja, os responsáveis pelo sustento dos domicílios. Os resultados mostram que 41,8% das famílias da RMFS, em 2013, eram chefiadas por mulheres. Entre as famílias que estão no grupo das 25% mais pobres, ou seja, com a menor renda familiar per capita, a proporção de famílias com chefia feminina representava 49,8%. No outro extremo da distribuição, o grupo composto pelas famílias com maior renda familiar per capita, a participação das mulheres na chefia era de 34,2%.

Chama atenção a proporção de núcleos unipessoais masculinos se concentrarem no grupo de rendimento per capita mais elevado, ou seja, na faixa das famílias 25% mais ricas, enquanto as unipessoais femininas estão mais presentes no grupo imediatamente inferior.

A taxa de desemprego registrada na RMFS no período foi de 15,9%. Observa-se, porém, que o desemprego afeta de forma desigual as famílias, conforme o grupo de rendimento. As famílias com menor rendimento per capita enfrentam maior dificuldade para a obtenção de emprego. A taxa média de desemprego no grupo das famílias na faixa das 25% mais pobres é de 45,8% da População Economicamente Ativa. A taxa cai para 23,40% e 14,10%, respectivamente, conforme os grupos subsequentes de maior rendimento per capita.

 

Fonte:

ASCOM/SEI

Tel.:(71)3115-4729

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