Membros da Câmara Setorial da Citricultura discutem ações durante a Fenagro 2016
A 29ª edição da Feira Internacional da Agropecuária da Bahia – Fenagro 2016, também é âmbito de discussões sobre a cadeia produtiva da citricultura. Nesta terça-feira (29), foi realizado um encontro para tratar a evolução das demandas estabelecidas aos membros da Câmara Setorial da Citricultura, provenientes das reuniões ocorridas durante o ano. Entre as questões debatidas destacam-se o acompanhamento da doença do cancro cítrico e a aplicação do Plano de Contingenciamento da Mosca Negra do Citrus.
A Bahia é o segundo maior produtor nacional de citros, com área plantada de quase 64 mil hectares, produzindo cerca de 170 mil toneladas de frutos e gerando receita bruta de R$ 74,9 milhões (IBGE/SIDRA, 2014). Trata-se de uma cultura importante na geração de renda de médios produtores e na agricultura familiar.
“A citricultura é de extrema importância para a economia baiana, especialmente por ser uma cultura responsável pela movimentação de mercado e geração de empregos na região do Recôncavo. Em parceria com a Agência de Defesa Agropecuária da Bahia (Adab), a Secretaria da Agricultura está trabalhando empenhada em restaurar a citricultura baiana”, ressalta o secretário da pasta, Vitor Bonfim.
A Adab, vinculada à Secretaria da Agricultura da Bahia (Seagri), elaborou o Plano de Ação do Controle da Mosca Negra, definindo métodos de manejo e mitigação da praga.
Estratégias de ação
Para contornar a atual situação, foram estabelecidas estratégias de ação, como: realização de seminários – um regional e dez municipais - para que citricultores, técnicos e instituições envolvidas com a cultura possam conhecer melhor a praga e assim facilitar as ações de controle; aquisição de equipamentos para aplicação de insumos e implantação de uma biofábrica de inimigos naturais da mosca negra.
Com o intuito de facilitar essas ações, o território do Recôncavo Baiano será dividido em três núcleos, englobando os municípios mais próximos para o combate simultâneo. Esses núcleos contarão com equipamentos e insumos, capazes de reduzir a reinfestação dos pomares, em função da praga se abrigar nos cultivos vizinhos e não controlados, como ocorre atualmente.
A primeira ação de controle será a supressão populacional feita com duas aplicações de agrotóxicos com intervalo de 30 dias e também com produtos alternativos, como óleo vegetal e detergente neutro. Feito isso, os inimigos naturais serão reproduzidos na biofábrica e liberados por inundação nos pomares cítricos. Os agricultores também serão estimulados a adotarem boas práticas de manejo da cultura, especialmente com o uso de mudas de boa qualidade, uso racional de fertilizantes e dos recursos naturais.
O Plano
A criação do Plano foi motivada pela queda da produção de citros na região do Recôncavo desde 2014, causada pela mosca e, mais precisamente, pelo fungo Fumagina. A Mosca Negra dos Citros (Aleurocanthus woglumi) foi detectada pela primeira vez no Brasil em 2001, na região metropolitana da cidade de Belém, no Pará. De origem asiática, essa praga causa danos diretos e indiretos aos citros e prejudica o desenvolvimento e a produção das plantas. A característica biológica da mosca dificulta o controle e facilita a disseminação, sobretudo em relação aos pequenos produtores.
Fonte:
ASCOM SEAGRI – 29 de novembro de 2016
Gabriel Lordelo
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