Plano lançado por Ministério busca reconhecimento do Brasil como zona livre de aftosa sem vacinação
Lançado pelo Ministério da Agricultura durante reunião da Comissão Sul-Americana para a Luta Contra a Febre Aftosa (COSALFA 44) realizada em Pirenópolis – Goiás, nos dias 06 de 07 deste mês de Abril, o “Plano Estratégico contra Febre Aftosa para 2017” prevê ações para a ampliação das zonas livres sem vacinação, de forma gradativa e regionalizada, a partir do fortalecimento das medidas de prevenção, priorizando as regiões mais vulneráveis. A ideia é que em 2026 o país conquiste o status zona livre de febre aftosa sem vacinação. A Bahia foi representada no evento pela Agência de Defesa Agropecuária do Estado, a ADAB, vinculada da Secretaria da Agricultura.
Com um rebanho bovino e bubalino de quase 11 milhões de cabeças, a Bahia detém, há 16 anos, o reconhecimento da Organização Mundial da Saúde Animal (OIE), de zona livre de febre aftosa com vacinação. Em 1º de Maio será iniciada a primeira etapa de vacinação de 2017. A expectativa é que 96% do rebanho seja imunizado. O secretário da agricultura Vítor Bonfim acredita que a Bahia reúne as condições para desenvolver bem o plano lançado pelo ministério e alcançar o status de zona livre sem vacinação “Graças ao empreendedorismo do setor produtivo e as ações do Governo do Estado, temos tido excelentes resultados com as campanhas de vacinação. O bom resultado também é reflexo das ações da ADAB, na promoção de medidas de conscientização dos produtores, capacitação dos servidores e atividade de vigilância à saúde dos animais, bem como atividades de educação sanitária realizada em todo o estado. Vamos fortalecer este trabalho, especialmente no que diz respeito a fiscalização do trânsito de animais, e não tenho dúvidas que teremos totais condições de desenvolver o plano estratégico, alcançando o status de zona livre da febre aftosa sem vacinação”.
O Distrito Federal e mais 22 estados brasileiros são considerados pela OIE como zonas livres de febre aftosa com vacinação. Juntos, detém 97% de todo o rebanho. O estado de Santa Catarina, considerado zona livre sem vacinação, reúne 2% da população bovina do país. Amazonas, Amapá e Roraima são os únicos que não têm o reconhecimento de áreas livres. A transição para zona livre sem vacinação se dá após análise da distribuição espacial de rebanhos susceptíveis e movimentação animal; indicadores de comércio de animais; sistemas de produção de interesses comuns, com base nas condições epidemiológicas externas, em barreiras geográficas e estruturas de fiscalização de fronteiras e divisas de estados, entre outros aspectos.
De acordo com o plano lançado pelo Ministério da Agricultura, o país será dividido em 5 zonas para suspensão gradativa da vacina. Os Estados do Acre e Rondônia seriam reconhecidos como zona livre sem vacinação em 2021, seguidos por Amazonas, Amapá, Pará, Roraima, Alagoas, Ceará, Maranhão, Paraíba, Pernambuco, Piauí e Rio Grande do Norte em 2022, e Bahia, Distrito Federal, Espírito Santo, e Goiás, Minas Gerais, Mato Grosso, Mato Grosso do Sul, Paraná, Rio de Janeiro, Sergipe, São Paulo, Tocantins e Rio Grande do Sul em 2023.Outra novidade é a redução da dose de vacina de 5ml para 2 ml, que ocorrerá no ano de 2019, até a finalização dos estoques existentes e a adaptação das indústrias às novas regras.