Na manha da ultima sexta-feira (4), a SEPLAN (Secretaria do Planejamento do Estado) juntamente com o corpo técnico da Seagri (Secretaria da Agricultura, Pecuária, Irrigação, Pesca e Aquicultura da Bahia) discutiram mecanismos para ampliar o conhecimento sobre os impactos ambientais, urbanísticos, paisagísticos, sociais, e sobretudo, do agronegócio que serão gerados pelo projeto da ponte Salvador–Ilha de Itaparica. Assuntos como a geologia do recôncavo e da Baía de Todos os Santos (BTS); estudos geológico-geotécnicos, o traçado do sistema viário oeste (SVO); a hidráulica marítima associada ao SVO e outros grandes projetos previstos para a Baia de Todos os Santos, foram discutidos. Na ocasião o Coordenador do projeto do SVO na Seplan, Paulo Henrique de Almeida, apresentou a engenharia e arquitetura do projeto básico para os sistemas viários, salientou sobre o impacto paisagístico da obra, além da necessidade do planejamento viário e urbanístico ter que estar alinhada com o socioeconômico, com um planejamento urbano interligado as grandes intervenções viárias já existentes, como a Via Expressa de salvador. “O projeto irá desencadear uma mudança excepcional nas cidades do Baixo Sul, ele mantém a urbanização da cidade, porém amplia um universo de atividades, uma ramificação que passa desde uma rede de marinas para expansão do turismo náutico, à criação de distritos industriais”. Ressaltou Paulo Henrique, Marcelo Libório Técnico do Setor de Coordenação de Estudos e Projetos Agrícolas CEPA – Seagri; destacou que: “O desenvolvimento dos territórios do Baixo Sul e do Litoral Sul da Bahia passa pela rota da ponte, a cacauicultura, as lavouras de dendê, as especiarias como cravo-da-índia, pimenta-do-reino, além do coco, terão uma nova dinâmica na suas produções, ao lado da pecuária, são apenas alguns exemplos de uma infinidade produtiva que aquela região apresenta, que com a chegada da ponte irá alavancar o setor. Não esquecendo também, do agroturismo, que hoje é uma tendência em vários países no mundo”. Quando for concluída, a ponte beneficiará, de forma mais direta, 45 municípios, que somam 4,4 milhões de habitantes, dos quais 800 mil moram nas áreas da Ilha, Baixo Sul e Recôncavo Sul. A expectativa é que a dinamização da economia gere milhares de empregos. Sobretudo nos setores do turismo, logística, educação, saúde, comércio, agricultura, naval e construção civil. O traçado que foi apresentado na reunião prevê que o acesso à ponte se dê na região de Gameleira, no município de Vera Cruz, já em Salvador sairá no bairro do Comércio, com interligação direta com a Via Expressa. “A ponte terá 12,2 quilômetros de extensão, será a segunda maior da América Latina”. Afirmou Graça Torreão Coordenadora Técnica dos estudos urbanísticos do projeto. Na ultima terça-feira (1º), a Seplan publicou no Diário Oficial do Estado edital de chamamento público, convidando empresas interessadas para avaliar os estudos realizados para a estruturação do projeto de construção e de exploração da concessão do Sistema Viário Oeste/Ponte Salvador – Itaparica.
Corpo técnico da Seplan discute com técnicos da Seagri, propostas para reduzir desigualdades regionais no processo de construção da ponte Salvador/Itaparica.
07/08/2017
Fonte:
Ascom - Seagri