No manejo da adubação, recomenda-se a aplicação do nitrogênio (N) de forma parcelada no solo. Por se tratar de um elemento muito dinâmico no ambiente, pode ser perdido por várias formas se utilizado nas fases em que as plantas não podem absorvê-lo. A recomendação é do Dr. Heitor Cantarella, diretor do Centro de Solos e Recursos Ambientais do Instituto Agronômico de Campinas e Coordenador da iniciativa Nutrientes para a Vida (NPV).
“Em culturas perenes, como laranja, café e banana, a dose de nitrogênio calculada para suprir as necessidades das plantas durante o ano todo é dividida em três, quatro ou cinco aplicações, favorecendo a eficiência de uso do nutriente pelas plantas e reduzindo as chances de perdas para o ambiente”, explica Catarella.
O nitrogênio, a despeito dos seus muitos benefícios à produção agrícola e à qualidade dos alimentos, pode trazer consequências preocupantes se for mal manejado. Quando o N se perde do solo por lixiviação, volatilização ou se transfere para os corpos d’água, por exemplo, há prejuízo econômico para o agricultor e prejuízo para o ambiente, pois o N, quando em excesso na bacia hidrográfica, pode ter potencial poluidor. “Por isso, para maximizar os benefícios dos adubos nitrogenados, é importante utilizá-los de acordo com as técnicas agronômicas recomendadas”, conclui Dr. Cantarella.